23 de julho de 2015

Acumuladores- Disposofobia- Transtorno de Acumulação Compulsiva - Luiza Gosuen

"Acumulador Compulsivo é um transtorno emocional onde a pessoa armazena objetos na tentativa de reaver o que a vida foi-lhe retirando no decorrer do tempo, com acontecimentos traumáticos ou desagradáveis. Então, guarda tudo de qualquer jeito e sem nenhum cuidado numa forma desorganizada de punição a si próprio, como se a vida lhe tivesse passado como um furacão, destruindo tudo e arrancado-lhe o sentido de viver. Só conseguirá se reerguer e colocar tudo novamente em ordem, quando perceber que o furacão já passou."  Luiza Gosuen


A Acumulação compulsiva ou Disposofobia (fobia em guardar coisas), consiste no ato de adquirir ou recolher objetos de pouca ou nenhuma utilidade, muitas vezes até encontrados no lixo. A acumulação compulsiva também é conhecida como Síndrome Diógenes, em referência ao filósofo grego que vivia como um mendigo recolhendo da rua inúmeros objetos sem valor. Talvez seja esse o primeiro relato de acumulação compulsiva na história.

Acumulação compulsiva é um transtorno emocional que abrange o comportamento com atitudes obsessivas dificultando um ato simples, que para muitos é fácil e até corriqueiro, que é o de se desfazer ou indispor de objetos sem necessidade. Isso, geralmente causa transtornos para a pessoa que sofre da doença e para os demais membros da família com prejuízo emocional, social, financeiro, físico e até mesmo legal.

Os Acumuladores Compulsivos juntam grande quantidade de coisas e tudo sem higiene, sem local apropriado para a estocagem, ocupando toda área da casa sem nenhum senso critico em relação à normalidade de funcionamento da casa. Nos casos graves o paciente começa com o armazenamento no próprio quarto, acumulando quinquilharias, colecionando todo tipo de objeto, depois passa para outros cômodos da casa e do quintal, até ficar tudo ocupado sem condições até mesmo de circular dentro da casa. Esse comportamento apavora familiares e amigos, pois além de ser uma atitude que causa angústia a quem vê, tem ainda o problema de surgimento de todo tipo de animal peçonhento devido ao lixo e falta de higiene. 

Importante esclarecer que existe uma notável diferença entre o Acumulador Compulsivo e o Colecionador, pois apesar do Colecionador ser também compulsivo em adquirir objetos para suas diferentes coleções, ele tende a organizar os objetos racionalmente, algumas vezes até em prateleiras ou estantes personalizadas e respeita de maneira sensata o espaço dos demais dentro da casa. Os Acumuladores Compulsivos, por sua vez, são incapazes de organizar o seu espaço de convivência, perdem o autocontrole para adquirir ou se desfazer das coisas, não respeitam os espaços dos demais moradores da casa, que acabam indo embora deixando-o sozinho com suas tralhas.

Qual a relação entre Acumulação Compulsiva e TOC 

Estudos tendem mostrar que a Acumulação Compulsiva (AC) é uma síndrome separada do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) apesar de ter muitos sintomas semelhantes ao TOC como fobias, ansiedade e depressão. Alguns pacientes com Acumulação Compulsiva grave nem sempre apresentam os critérios diagnósticos para o TOC. 

Atualmente o Transtorno de Acumulação Compulsiva está classificado isoladamente no DSM-5 (Classificação Norte- Americana de Psiquiatria), por se tratar de um distúrbio distinto do TOC porém, a Acumulação Compulsiva pode ser um sintoma de certos casos de TOC, quando recebe o nome de “Colecionismo”.
Segundo critérios de diagnóstico da DSM-5,  os sintomas da doença são suficientes para causar sofrimento significativo ou prejuízo no seu desempenho profissional , social e ocupacional do paciente. A maioria dos pacientes com Acumulação Compulsiva (AC) tende a ser de mulheres e em idade mais madura.

Diagnóstico 
Algumas atitudes observadas para definir o diagnóstico de Acumulação Compulsiva(AC):
1- Recolher e acumular excessivamente bens e objetos como sucatas ou lixo, embalagens, jornais velhos, potinhos, eletrodomésticos estragados, etc... e amontoá-los de qualquer maneira.
2- Incapacidade ou grande dificuldade, seguida de angústia e indecisão para descartar os objetos acumulados.
3- Viver em condições precárias de salubridade e em desorganização por conta do acumulo excessivo dos objetos, além de não permitir que ninguém arrume ou limpe essa bagunça.
4- Desvirtuar o espaço da casa para ocupá-lo com os objetos acumulados.
5- Negar que seja exagerado o acúmulo compulsivo de coisas.
6- Ter vergonha e constrangimento deste hábito e, mesmo assim, não conseguir controlar o impulso.

Uma das recomendações dos manuais de classificação, com a finalidades de avaliar a gravidade do quadro é sobre o juízo crítico e noção da morbidade que o portador do transtorno tem sobre sua situação.
Um outro requisito para o diagnóstico de Acumulação Compulsiva é que todos esses sintomas não fazem parte do quadro sintomático de outro transtorno mental, como demência, estados confusionais e o TOC. 

Importante levar em conta os critérios de valores e as crenças dos pacientes sobre seu comportamento de coleta excessiva de objetos. No caso da Acumulação de Animais avalia-se, da mesma forma, o juízo crítico sobre o controle do espaço, os eventuais problemas sanitários envolvidos, a qualidade de cuidados dispensada aos animais, entre outros.

Alguns casos de TOC  que não tiveram sucesso no tratamento se aplicam também no caso dos Acumuladores Compulsivos. 

Existe três critérios importante de sucesso no tratamento e estão atrelados a autocrítica do paciente:
1- Visão boa ou razoável em relação a doença: Quando o paciente reconhece que as crenças e comportamentos referentes à dificuldade de descartar objetos recolhidos e  à desordem são realmente problemáticas e gostaria que não fosse assim.
2- Percepção Pobre em relação a doença: É quando o paciente acredita que  seu comportamento referentes a dificuldade para descartar objetos, à desordem ou acúmulo excessivo não são problemáticas, apesar das evidências mostrarem o contrário.
3- Percepção Delirante da doença: Quando o paciente está completamente convencido de que seus comportamentos apresentados não causam problemas nem para ele nem para os outros, e que tudo é normal. A ausência dessas percepções é um dos fatores consistentemente associados ao insucesso do tratamento, bem como ao abandono dos medicamentos e da terapia.


Embora a acumulação compulsiva não seja uma perturbação mental presente desde sempre na vida da pessoa, alguns traços de personalidade cumulativa e comuns nesse transtorno podem ter existido precocemente como guardar cadernos de anos passados, roupas que não servem mais, objetos quebrados ou remendados, cartas ou bilhetinhos de pessoas que passaram pela sua vida, etc... Em momento oportuno eclode a doença, seja depois da morte de um familiar, diante de dificuldades econômicas, de conflitos pessoais ou profissionais, enfim, depois de uma experiência vivencial mais traumática. 

Tratamento
A terapia cognitivo-comportamental é um tratamento adequado, pois atua diretamente nos problemas emocionais do paciente para localizar as causas da acumulação compulsiva e descobrir as raízes da ansiedade. Essa terapia pode durar meses e até anos e exige grande persistência do paciente no processo de recuperação para garantir sucesso e que, o paciente acumulador compulsivo possa readquirir novos hábitos , equilíbrio emocional e normalidade nas atividades de vida diária.

A terapia pode algumas vezes ser combinada com a medicação, agilizando os resultados. Os medicamentos usados são semelhantes aos que são administrados em pacientes que sofrem de transtornos obsessivos compulsivos, que são os inibidores da reposição de serotonina, além de outros antidepressivos.

22 de julho de 2015

Anorexia e Bulimia - Angústias assassinas - Luiza Gosuen

"Anorexia é uma angústia enganosa e assassina que invade o espelho deformando seu reflexo em algo devastador que sua imaginação produz. Um medo da singularidade. Medo de sua imagem. Um pavor que destrói antes mesmo do espelho revelar sua imagem e vem então a necessidade incontrolável de diluir-se em si mesma, cada vez mais." Luiza Gosuen

A anorexia nervosa é um transtorno psicológico que leva ao distúrbio alimentar relacionado à compulsão pela insatisfação do peso corporal.  Mais comum entre as mulheres, porém vem aumentando a frequência entre os homens. Achando-se sempre que está acima do peso ideal, a pessoa acometida procura de maneira obsessiva um  emagrecimento descontrolado e, até injustificado. Para isso, não mede esforços. Faz exercícios físicos diários por longos períodos com intensidade exagerada, faz jejum prolongado e força vômitos por qualquer coisa que come , toma laxantes e diuréticos; mesmo que sua aparência já esteja extremamente magra.

As causas  deste distúrbio estão relacionadas a alterações nas concentrações de serotonina e noradrenalina, e ganha reforço pela divulgação de um padrão estético magro, imposto pela mídia, como sendo sinônimo de beleza. Com essa compulsão aumentando a cada dia surgem problemas como fraqueza muscular (atrofias), perda de massa óssea, insuficiência rena , anemia, hipoglicemia, problemas cardíacos  e até risco de infecções podendo levar a morte por parada cardíaca e hipovolemia (quando há perda de quantidades grandes de sangue e líquidos). Sem contar os problemas emocionais que contribuem para uma depressão, podendo ocasionar até mesmo o suicídio. 

É preciso ficar atento, pois a pessoa anoréxica não reconhece que está perdendo peso muito rápido, mas a presença de alguns sintomas são preocupantes como: perda de cabelos, intolerância ao frio, preocupação doentia com as quantidades de calorias dos alimentos, pular ou rejeitar refeições, comportamentos isolados e depressivos , medo exagerado de engordar. Esses são fatores que merecem ser analisados atentamente para um diagnóstico cuidadoso elaborado por profissionais da área da saúde e em seguida um tratamento rigoroso.

O tratamento deve ser realizado por equipe multidisciplinar como psiquiatra, psicólogo e nutricionista, visando harmonizar de maneira gradativa o estado emocional , autoestima e a recuperação do peso corporal .O tratamento é lento e demorado, em alguns casos pode-se levar anos para se reverter o caso da depressão e o equilíbrio do peso. Utiliza-se de medicamentos, suplementos alimentares e terapias. Em alguns casos poderá ser usado medicamentos controlados como caso dos antidepressivos e o acompanhamento deve ser mantido por um período após o término do tratamento, para garantir total recuperação do paciente. A prevenção é importante para que não venha acontecer de só perceber o transtorno quando o paciente já está com muitos sintomas. É preciso ficar atento de alguma mudança nos hábitos, principalmente se o paciente sempre teve prazer em comer, apreciar alimentação saudável como uma norma familiar e fazer prática moderada de exercícios físicos.

Os sintomas da anorexia nervosa são:
  • Olhar-se várias vezes ao dia no espelho e se vê gordo, mesmo estando muito magro;
  • Evitar fazer as refeições, não ir a festas ou a restaurantes por medo de engordar;
  • Ter pouco ou nenhum apetite;
  • Sentir tontura;
  • Reclamar de fraqueza;
  • Estar sempre desanimado. 
A taxa de mortalidade é uma das maiores dentre os transtornos psiquiátricos e a causa dos óbitos estão relacionados a inanição e suicídio.
O paciente geralmente acha que não está com nenhum problema por considerar que apenas está fazendo o controle de seu peso, mesmo que familiares e amigos reforcem que está magro demais, o paciente não irá ouvir pois ao olhar-se no espelho verá uma pessoa gorda.

Bulimia é também um transtorno alimentar onde o bulímico come de maneira compulsiva uma grande quantidade de alimento, depois se arrepende e  para desfazer seu ato, provoca vômitos como uma maneira de se livrar do que ingeriu. Outras maneiras usadas são: fazer exercícios físicos por longos períodos, tomar laxantes e provocar diarreias (purgação).

A falta de nutrientes e a desidratação pode trazer consequências como a osteoporose, e o número de vômitos provocados, que pode chegar por volta de até 20 vezes ao dia, podendo levar á perda de eletrólitos (sais minerais).

O tratamento, como na Anorexia é demorado e lento e pode ser necessário a utilização de vitaminas e suplementos alimentares para superar a desidratação e restabelecer o peso ideal com reeducação alimentar. Também recomenda-se terapia psicológica para equilíbrio do estado emocional e até medicamentos que controlem os vômitos.

16 de julho de 2015

Alzheimer-Óculos com identificador/ Exame de sangue preventivo - Luiza Gosuen

A antecipação da enfermidade poderá ser possível graças a um conjunto de proteínas encontradas no sangue, ainda em pesquisas

Segundo Ian Pike, médico da Proteome Sciences, companhia que faz pesquisas na área farmacêutica, o exame de sangue levará tempo e mais testes com pacientes para que seu uso rotineiro possa ser viabilizado. “Mas este processo pode ser iniciado agora”, afirmou otimista.
Mesmo com os consideráveis avanços, caso o exame esteja disponível em clínicas no futuro, é improvável que o teste seja feito de maneira isolada. Para um resultado positivo, tomografias cerebrais e testes de fluidos da coluna vertebral também serão necessários.
Comum em idosos, o mal de Alzheimer é uma doença geralmente relacionada à velhice ou à “caduquice”, como classificam maldosamente algumas pessoas. A enfermidade que atualmente assola aproximadamente 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo poderá ser prevenida com mais facilidade. É que um estudo realizado por cientistas britânicos promete identificar, por meio de um exame de sangue, as chances de uma pessoa desenvolver a doença.
A identificação é possível graças a um conjunto de proteínas no sangue que pode prever o surgimento da enfermidade com 87% de precisão. Para chegar a este resultado, os pesquisadores investigaram diferenças no sangue de 452 pessoas saudáveis, 220 com danos cognitivos moderados e 476 com a doença. Assim, eles puderam confirmar que a grande maioria dos pacientes com danos cerebrais moderados desenvolveriam Alzheimer no ano seguinte.
“Nós queremos poder identificar o quanto antes as pessoas que vão precisar fazer exames mais aprofundados num futuro próximo,” afirmou a líder da pesquisa, Simon Lovestone, da Universidade de Oxford. No entanto, os especialistas alertam que ainda não há previsão para que o exame esteja disponível em clínicas ou hospitais da Grã-Bretanha.

Outra novidade surgindo:
Óculos com identificador de pessoas para portadores de Alzheimer e Parkinson


É um projeto que está sendo desenvolvido pela Universidade de Singapura e que promete trazer qualidade e mais segurança para a vida das pessoas que possuem alguma demência ou déficit de memória.
Os óculos vão funcionar como uma espécie de “reconhecedor”, que irá fazer uma leitura das pessoas e lugares que estão à volta, repassando ao doente as informações. O aparelho também vai ajudar na realização das tarefas, através de informações que serão passadas para quem o estiver usando, como lembrar o doente de tomar o remédio na hora certa.

As pesquisas vêm sendo feitas em colaboração com hospitais e clínicas especializadas em pacientes com demência, conta  Lim Joo Hwee, um dos responsáveis pelo projeto. Ainda não há data para que os óculos estejam disponíveis no mercado.

**Importante:
Enquanto o projeto não for concluído temos que ter atenção voltada aos pacientes com as ferramentas que podemos utilizar até o momento, pois a Demência é uma doença que acarreta problemas cognitivos significativos com alteração nas orientações espaciais e temporais, perda da memória, dificuldade na fala e comunicação, raciocínio prejudicado, concentração dispersa, comprometimento na realização das tarefas cotidianas e perda importante da visão.

A visão fica com distorções que levam o paciente a ter muita dificuldade na identificação das cores e devemos usar sempre cores fortes e contrastantes para ajudá-lo a se localizar dentro de casa. Se o corredor for todo branco e as portas também com cores claras, para o paciente é tudo corredor e não irá perceber onde estão as portas. Para que possa facilitar o acesso aos quartos, as portas devem ter cores mais fortes. 
Se na casa tiver portas de vidro recomenda-se aplicar fitas adesivas grandes e coloridas, que fiquem à altura dos olhos evitando que tenha acidentes de bater a cabeça e se cortar.

Caso tenha escadas, o que não é recomendado, mas se tiver  a parte superior dos degraus devem se pintados de cores chamativas, com destaque para o primeiro e último degrau e ter corrimão contrastante com a cor da parede de maneira que chame a atenção do paciente.

O mesmo acontece com tapetes com grandes desenhos geométricos ou pisos com quadrados ou listrados que podem confundir o paciente devido sua alteração no plano figura fundo.

Se o paciente passou a utilizar de óculos recentemente, pode também ter uma lentidão na adequação das novas lentes e para que não desista dos óculos, coloque-os presos a uma corrente, onde ficará pendurado no pescoço para facilitar o manejo. 

A luz ambiente deve ser adequada e os cômodos devem estar sempre com boa iluminação, principalmente ao entardecer, pois é uma hora que traz muita confusão mental para esses pacientes gerando ansiedade e agitação nesse horário. Essa é a Síndrome do pôr-do-sol ou Sundown Syndrome.


Leia mais sobre a doença:

Tudo sobre Alzheimer - para cuidadores e familiares:
http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/01/alzheimere-o-tempo-levou-minha-historia.html

Pesquisa traz esperança para futuros portadores de Alzheimer:
http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/02/pesquisa-recente-traz-esperanca-para.html

Alzheimer independe de envelhecimento:
http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/03/alzheimer-independe-de-envelhecimento.html

2 de julho de 2015

Evolução do Alzheimer -(Vídeo) - Luiza Gosuen

Um vídeo que mostra de maneira simples como a Doença de Alzheimer
atua no organismo e como atinge os órgãos que comprometem a saúde 
física, mental e emocional do paciente. 
Uma doença hereditária e até o momento sem cura, que afeta não só 
idosos, mas também inclusive pessoas jovens, saudáveis e atuantes.


Alzheimer... uma brisa que chega de leve, sutil e branda, como quem não quer incomodar e aos poucos vai invadindo os espaços,  soprando cada vez mais forte
até se tornar um tornado, que de maneira devastadora arrasta e destrói tudo.
E depois, apenas o nada. Retorna então a brisa e a calmaria... eterna.”  
Luiza Gosuen



Leia mais sobre a doença:

Tudo sobre Alzheimer - para cuidadores e familiares:
http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/01/alzheimere-o-tempo-levou-minha-historia.html

Pesquisa traz esperança para futuros portadores de Alzheimer:
http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/02/pesquisa-recente-traz-esperanca-para.html

Alzheimer independe de envelhecimento:
http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/03/alzheimer-independe-de-envelhecimento.html

18 de junho de 2015

Ódio ou Raiva (qual a diferença) - Luiza Gosuen

 O ódio é uma força propulsora que pode induzir a pessoa a um pensamento obsessivo de vingança que irá impedi-la de pensar em qualquer situação que não seja de destruir, esganar e até matar.
O ódio é uma carga alta de sentimentos destrutivos que impedem a pessoa de raciocinar com discernimento. Seu pensamento é apenas de exterminar o que a incomoda, então planeja e executa.  


O ódio desorganiza os sentimentos, catalogando-os para situações reais ou imaginárias, induzindo a tomar atitudes que fortificam os pensamentos obsessivos para traçar uma meta de vingança. Esse comportamento irá conduzir uma nova rota de vida , delimitando os pensamentos apenas para execução do mal, estreitando sentimentos, apagando lembranças e desvirtuando vivências.

Dependendo do acontecimento, o ódio pela situação vivida leva a pessoa a despertar da situação onde era feita de fantoche por familiares, enganada por funcionários ou traída pelo companheiro fazendo que agora ela desvende o que não queria ver antes ou o que realmente não sabia que se passava, mas se a pessoa tem controle emocional, valores e princípios de vida, irá apenas se afastar do problema, corrigir o erro sem cometer atos de atrocidade. 

Nesse caso, o ódio retira a pessoa do comodismo, abre horizontes, clareia pensamentos que estavam embotados e faz com que perceba que não é um ser dependente de outro, que não é limitado. Faz com que tenha noção que tem garra e pode seguir em frente, sem usar de vingança ou de atitudes pífias. O ódio nesse caso, fez um bem a essa pessoa que agora será capaz de seguir seu caminho, com novos propósitos e agora com uma nova meta a atingir.

Sigmund Freud escreveu pela primeira vez em 1930, sobre o conflito existente entre nossos impulsos agressivos e a repressão desses impulsos pela vida em sociedade, sendo que a força resultante entre os impulsos e a repressão gera a culpa, que é o que nos leva ao controle e, ainda assim, em momentos de cólera, ninguém estaria livre de cometer algum ato impensado e violento.


A raiva é um descontrole emocional que resulta num ato de ira momentânea onde a pessoa pode não tomar nenhuma atitude drástica em relação a quem a ofendeu, porém guarda mágoa e fica remoendo aquela situação indigesta por anos, sem conseguir resolver e nem perdoar o outro.
Nas crianças pequenas, pelo fato de não ter discernimento ainda estabelecido, quando ocorre alguma coisa que desperta esse sentimento, ela revida instantaneamente com uma mordida, puxão de cabelo, empurrão,tapas, murros ,beliscões ou crise de birra jogando coisas no chão. 

Não adianta esconder quando a raiva aparece, fica revelado no semblante, no olhar, na postura corporal, na inquietação visível e até nas palavras que muitas vezes são agressivas e desinteligentes. É uma estratégia de nosso organismo frente a uma agressão, e isso é uma atitude normal. Tentar esconder ou disfarçar ocasiona um mal ainda pior. É preciso ser racional e não ter atitudes impulsivas nesse momento, pois são essas atitudes que irão trazer complicações em sua vida. Tente se acalmar e não revide. Reflita sobre o fato, só então o controle estará restabelecido.

Algumas vezes, quando o oponente não está na hora da raiva costuma-se descontar a carga negativa de cólera em quem está por perto, que quase sempre não tem nada a ver com o que provocou a situação.
Por exemplo, a mãe fica brava com alguma coisa que ficou sabendo do marido e se o filho grita ou deixa cair um copo, a mãe bate na criança com tanta força que pode chegar a machucar. Isso porque enquanto bate está despejando na criança o que está sentindo em relação ao marido.
Outra situação comum de raiva acontece no trânsito com provocações e intolerâncias e, se você for querer tirar satisfação e seguir o carro para descontar a provocação poderá atingir outro carro ou atropelar alguém no caminho. Portanto, cuidado com as reações nesse momento para não se arrepender depois.

Quando a explosão de raiva é desproporcional pode indicar um problema fisiológico, no córtex pré-frontal que é a área do cérebro responsável pelo controle de nossos impulsos e nesse caso é preciso uma avaliação psicológica e tratamento com terapia. Acredita-se que reações raivosas descontroladas podem estar ligadas a fatores de autoestima rebaixada e insatisfação consigo mesmo que elevam  o nível de estresse, podendo provocar inquietações exageradas.

Nem sempre falar sobre o problema com familiares ou amigos poderá ajudar, pois tendem a ficar do lado de quem está sendo "injustiçado" e isso pode aumentar ainda mais a raiva contida em relação ao oponente. Procurar um profissional é a maneira mais assertiva.

10 de junho de 2015

Ciúme Patológico - Transtorno de Personalidade Paranóide (TESTE) -Luiza Gosuen


"O ciúme patológico é um medo que consome os pensamentos e tira a serenidade. É uma emoção negativa incontrolável de desconforto atitudinal causando uma necessidade de posse e controle sobre outra pessoa, podendo tais atitudes levar a comportamentos de se humilhar e até subestimar-se." Luiza Gosuen

O ciúme patológico é um medo que consome os pensamentos e tira a serenidade. É uma emoção negativa incontrolável de desconforto atitudinal causando uma necessidade de posse e controle sobre outra pessoa, podendo tais atitudes levar a comportamentos de se humilhar e até subestimar-se.

O ciúme doentio não deixa que a pessoa fique relaxada. O desejo obsessivo de controlar  faz com que a pessoa, o tempo todo tenha impulsos de saber, direcionar os passos e os pensamentos da outra pessoa  que julga amar, causando uma situação insustentável e desagradável que corrói qualquer tipo de relacionamento.

O ciúme doentio é sinal de insegurança onde a pessoa usa uma outra como ponte para conseguir atingir seu porto seguro. É  na verdade uma situação extremamente egoísta que absorve tudo do outro para satisfazer seu desequilíbrio emocional , financeiro, social, intelectual e até psíquico.

De maneira absurda a pessoa que sofre desse mal não consegue  se concentrar no trabalho, nos estudos e até mesmo em uma situação corriqueira do seu dia.
Se a pessoa simplesmente imaginar que seu parceiro não está sob seu domínio, isso causa-lhe uma angústia capaz de não conseguir fazer mais nada. Então acha um motivo banal para telefonar ou procurar pelas redes sociais - e faz isso várias vezes caso não consiga contato - e, de maneira instigante requer uma prestação de contas para saber o que a pessoa está pensando, o que está fazendo, quem está perto dela.

Os relacionamentos afetivos que são construídos sem sustentabilidade e sem confiança são relacionamentos fragilizados  e são neles que surgem esse tipo de ciúme obsessivo que gera insegurança, tensão,  palavras desinteligentes, atitudes que magoam e que proporcionam momentos tortuosos de brigas e discussões exigindo "prova de amor",  porém causam feridas profundas que em algum momento sangrará causando rompimento de maneira irreversível.

O ciúme doentio que desconfia e controla, não é prova de amor. É uma forma grave de egoísmo disfarçado
de bem querer.Um transtorno comportamental patológico que, se não tratado, irá bloquear e destruir todos os relacionamentos que a pessoa tiver.

O amor sereno e constante é que gera harmonia e estabilidade. Cultivado na confiança e  compartilhado nos momentos vividos de modo maduro e seguro. Demonstrar cuidado, atenção e zelo é a forma eficaz de se importar com seu parceiro e externar que você pensa com carinho e quer desfrutar de sua companhia com prazer e bom-humor. Este é um relacionamento maduro e o ciúme zeloso é saudável.

O coração é solo sagrado que se guarda apenas o bem, a ternura, os carinhos. E dentro dele, só você tem a chave, ninguém pode entrar, apenas o amor.

Tipos de pessoas ciumentas

* Zelosos -  São as pessoas que estão na faixa considerada de ciúme normal, pois tem o companheiro como alguém que quer bem, que confia, deseja seu sucesso, compartilha momentos de maneira saudável.
*Enciumados - Ficam de cara amarrada por pequena bobagens, mas não fazem escândalos. Conseguem superar a infantilidade e logo fica tudo bem.
*Escandalosos - Fazem escândalos e dão "shows" perante outras pessoas. Sentem ciúmes até de namoradas antigas. Se descobre que ele está com outra namorada, vai querer saber e colocar defeito mesmo não sendo mais seu namorado, então entra em contato apenas com desculpa de especular.
* Deprimidos - O tipo da pessoa chata. Se fazem de vítima para conseguir atenção o tempo todo.Chega a fingir que está doente para chamar a atenção do parceiro e fazê-lo se sentir culpado pela doença dela.
* Fóbicos - Criam caso com tudo. As mínimas coisas são motivos para brigar e desconfiar. Gostam de confrontar as namoradas antigas e mostrar que agora ela é a "dona". Querem a todo custo mostrar sua posse para as outras, mas evitam apresentar seu companheiro para outras mulheres. Criticam a roupa e o jeito de outras mulheres. Para ela todas tem defeitos. Se tiverem oportunidade, seguem de carro para ver onde o parceiro vai, se vai mesmo para o trabalho.
* Paranoícos - São aqueles que chegam a conferir o tempo, se esteve ao celular ou redes sociais com outras pessoas. Querem saber com quem falou  e o que conversaram. Se tiverem oportunidade, vasculham carteira ou bolsa, verificam as mensagens e todas as ligações no celular. E os casados, chegam a conferir até faturas do cartão de crédito e talões de cheque para controlar no que está gastando , ficam  à espreita na extensão do telefone. controlam a quilometragem do carro para ver onde tem ido. Cheiram as roupas para ver se tem algum perfume e procuram marcas de batom.
* Patológicos - Manifestam desconfiança o tempo todo. Têm certeza que o parceiro a está traindo, mesmo que nunca tenha tido motivos ou provas concretas. Podem chegar a níveis extremos e cometer suicídio como forma de mostrar que não conseguem superar essa desconfiança, que não aceitam perder e que a culpa será do parceiro pelo seu ato. Ou em outra circunstância extrema, podem cometer assassinato como forma de não deixar que ninguém mais possa compartilhar relacionamento com seu parceiro e que será punido pelo ato de traição que cometeu ou que julga ter cometido.

Sintomas físicos ou fisiológicos da pessoa com ciúmes:

* Insônia com pensamentos constantes de desconfiança
* Boca seca ou salivação excessiva
* Taquicardia
* Aumento ou perda do apetite
* Dores nos músculos e articulações
* Depressão e baixa Autoestima
* Sensação de aperto no peito e choro fácil

Teste: Você é ciumento(a)?

Válido para homens e mulheres, o teste a seguir lhe possibilitará descobrir em que grau você se situa no “grupo de ciumentos”.
Responda às questões com sinceridade, marcando a alternativa que mais se aproxima de sua possível reação frente a situações pelas quais você já passou. 
No final do teste, você confere o resultado.

1 – Sua(seu) parceira(o) esquece o telefone celular com você. O que você faz?
a) Guarda para ela(e), esperando tranquilamente a primeira oportunidade para avisá-la(o) do esquecimento.
b) Passa pela sua cabeça mexer no aparelho, com o objetivo de tentar descobrir para quem ou de quem ela(e) recebeu ligações. Mas você abandona essa ideia por considerá-la muito invasiva e esquece o assunto.
c) Vasculha todas as opções do telefone, procurando por nome de pessoas que possam ser “suspeitas” e, se encontra alguém que você não conhece, fica aflito(a) imaginando ser um(a) possível paquera.
d) Mexe sem parar no telefone até encontrar o nome de alguém que você não conhece ou que imagina ser capaz de paquerar sua(seu) parceira(o) e, na sequência, passa a ter certeza de que eles têm um caso.

2 – Num restaurante ou num bar, sua(seu) parceira(o)pede licença para ir ao banheiro. Você:
a) Observa se, no caminho até o banheiro, alguém a(o) aborda ou incomoda, tranquilizando-se ao ver que nada acontece, mesmo perdendo-a(o) de vista.
b) Fica observando e, caso ela(e) pare para conversar com alguém, você sente uma “fisgada no estômago”, mas fica na sua e espera a volta dela(e) e pergunta, numa boa, quem era a pessoa.
c) Fica vigiando se ela(e) está olhando para os lados e, caso encontre e pare para falar com alguém, pensa que é uma paquera, ocasião em que você já se preparar par ir “tirar satisfações”.
d) Acredita que ela(e) está mentindo para você e que a ida ao banheiro foi só um pretexto para se encontrar com outro(a).

3 – Sua(seu) parceira(o) comunica que terá que viajar a negócios por dois ou mais dias:
a) Você pergunta se ela(e) precisa de alguma ajuda sua, deseja-lhe boa viagem e boa sorte nos contatos.
b) Sente certo desconforto e pede mais detalhes da viagem. Quer saber com quem vai viajar, com quem vai se encontrar lá, onde vai ficar hospedada(o), qual é o telefone de lá.
c) Você se sente ameaçado(a) com a possibilidade de ela(e) encontrar na viagem alguém que possa vir a abalar a relação de vocês e pensa “é... ocasião faz o ladrão”.
d) Você acha que ela(e) está mentindo, ou está usando a viagem como pretexto ou marcou com alguém de se encontrar por lá.

4 – Quando sua(seu) parceira(o) volta de viagem, você reage da seguinte maneira:
a) Recebe-a (o) e pergunta como foi, com atitudes carinhosas, realmente curioso(a) sobre o acontecido, vibrando com o sucesso e se entristecendo com o fracasso.
b) Recebe-a(o) bem, mas quer saber o que aconteceu por lá. Com quem esteve, onde foi, como eram as pessoas, passa levemente por sua cabeça se ela(e) conheceu alguém “muito interessante” e até brinca com este pensamento.
c) Recebe-a(o) desconfiado(a). Quer checar evidências de ter havido ou não traição. Fuça os bolsos, checa os recados do celular, desarruma a mala e faz uma série de perguntas.
d) Recebe-a(o) com agressividade. Faz acusações, ameaças e não acredita no que ela(e) está dizendo.

5 – Ao passear/fazer compras com sua(seu) parceira(o) no shopping center:
a) Você caminha espontaneamente e chama a atenção dela(e) para lojas de que ela(e) gosta e a(o) apóia caso queira fazer alguma compra.
b) Ao entrar em uma loja, com um(a) vendedor(a) atraente, você presta mais atenção na maneira como conversam do que na compra em si.
c) Nem entra em uma loja onde perceba que tem alguém atraente. Procura outro caminho e fica “emburrado(a)”.
d) Você anda o tempo todo desconfiado de que sua(seu) parceira está olhando e sendo olhado por todo mundo que passa e mantém o seu próprio olhar “pulando de um lado para outro”, desconfiando de todo mundo.

6 – Em um evento, sua(seu) parceira(o) e você veem um ex-namorado(a) dela(e):
a) Você assinala a presença e reage naturalmente a uma eventual conversa de ambos.
b) Você não fica indiferente à presença e chama a atenção de sua(seu) parceira(o) para você.
c) Você fica perturbado(a), quer ir embora ou cria situação de confronto, com a(o) sua(seu) parceira(o) ou a(o) ex, podendo chegar ao extremo de “armar o barraco”.
d) Você fica transtornado(a). Imagina que exista uma trama entre eles e pode ter atitudes destemperadas, como agressões verbais ou físicas.

7 – Você entra em um aposento e sua parceira(o) está desligando o telefone:
a) Você simplesmente pergunta quem era.
b) Você pergunta quem era em um tom especulativo e quer saber o teor da conversa.
c) Na primeira oportunidade, você vai checar com quem estava falando (“rediscando” o telefone, por exemplo), independente da resposta dada.
d) Você tem certeza que ela(e) desligou porque estava conversando com alguém com quem “tem um caso”.

8 – Sua(seu) parceira(o) tem um encontro habitual com amigos do mesmo sexo, o que, obviamente, não o(a) inclui. Saem para divertir-se, jogar conversa fora, tomar um chope, para um jogo de futebol...
a) Você a(o) incentiva e acha natural que tenha esse espaço dela(e): afinal você também tem esse hábito.
b) Considera natural, desde que saiba com quem vai sair, aonde vai e como pode localizá-la(o).
c) Você não gosta dessa prática, mas se vê obrigado a aceitá-la. Controla o horário de chegada e liga durante o encontro, no bip ou celular, para se certificar de que sua(seu) parceira(o) está mesmo com os amigos. No limite, chega de surpresa ao local, para uma “blitz”.
d) Não admite a prática e é capaz de atos extremos para impedi-la(o) de sair, acusando-a(o) de estar saindo para se encontrar com o(a) outro(a).

9 – Sua(seu) parceira(o) se atrasa para voltar para casa ou para um encontro com você:
a) Você se preocupa e pensa que algo desconfortável possa ter acontecido. Quando ela(e) chega, sente alívio.
b) Você se preocupa. Passa pela sua cabeça desde que possa ter ocorrido um transtorno até uma leve desconfiança de que algo ameaçador para a relação possa estar acontecendo. Quando ela(e) chega, você pede para explicar e acredita no que ela(e) diz.
c) Fica com raiva e imagina que ela(e) está se divertindo em algum canto com uma pessoa que ofereça perigo à relação de vocês. Recebe-a(o) de maneira áspera e desconfiada.
(d)Tem certeza de que está sendo traído(a) e a(o) recebe de maneira extremamente agressiva.

10 – Sua(seu) parceira(o) começa, paulatinamente, a fazer elogios freqüentes a um(a) novo(a) colega de trabalho:
a) Você fica atento(a), procura conhecer essa pessoa e questiona, de maneira franca, sua(seu) parceira(o) tentando entender o que a(o) fascina nessa pessoa.
b) Você logo imagina que essa nova pessoa é um(a) possível concorrente, trata logo de se apresentar a ela, procura detalhes que possam diminuir seu brilhantismo e, sempre que pode, os menciona.
c) Deduz rapidamente que é óbvio que sua(seu) parceira(o) já está seduzida(o) por aquele “Don Juan de araque” (ou aquela”sirigaita”) e parte para o confronto direto, chegando a ligar para o escritório e perguntar o que ele(a) quer com sua(seu) parceira(o).
d) Conclui que, se ela(e) está falando muito da(o) outro(a) é porque eles já têm um caso há muito tempo. Como consequência, entra em depressão ou o agride física ou verbalmente na primeira oportunidade.

11 – Por um acaso qualquer, você passa pelo escritório de sua(seu) parceira(o) e ela(e) não chegou do almoço. Enquanto a(o) você espera, toca o telefone, você o atende, e uma pessoa (do outro sexo) procura por ela(e) sem se identificar, desligando quando você insiste em saber quem era:
a) Quando sua(seu) parceira(o) chega, você a(o) recebe normalmente, conta que estava de passagem e simplesmente relata que atendeu àquele telefonema.
b) Assim que sua(seu) parceira(o) chega, você finge que está tudo bem, espera ela(e) contar sobre o almoço e lhe pergunta, “como não quer nada”, se ela(e) tem recebido telefonemas de alguém que não possa se identificar claramente.
c) Você não consegue disfarçar sua inquietação e, assim que ela(e) chega, vai logo perguntando quem é que tem ligado para ela(e) “às escondidas” no escritório e fica esperando para ver se ela(e) fica embaraçada(o) ou se atrapalha nas respostas para “cair de pau” em cima dela(e).
d) Você a(o) recebe irado(a), afirmando que atendeu um telefonema do(a) amante dela(e) e que não adianta mais ela(e) disfarçar, porque, agora, você sabe de tudo.

12 – Sua(seu) parceira(o) guarda fotos e cartas de antigos(as) namorados(as).
a) Você acha isso natural, por faz parte da história dela(e) e nem se lembra deste fato.
b) Você concorda que “todo mundo tem uma história”, mas toda vez que abre a porta do armário, onde estão guardadas as “relíquias do passado”, sente um certo desconforto.
c) Você não admite que ela(e) tenha aquelas “lembranças” guardadas e, por conta disso, começa a brigar e exige, como “prova de amor por você”, que ele (a) as destrua.
d) Se ela(e) ainda guarda estas fotos e cartas é porque ainda tem “alguma coisa a ver” com estas pessoas e, na primeira oportunidade, você mesmo(a) destrói tudo o que ela(e) tinha guardado.

13 – Você conhece bem a história pregressa de sua(seu) parceira(o) e sabe que ela(e) teve alguns ou vários relacionamentos anteriores:
a) Você encara isso com naturalidade, pois reconhece que “o que passou, passou” e que “o importante não é ser o primeiro, mas o último” (de verdade!).
b) Você não se sente confortável com esse passado, evita falar nele e, se eventualmente algum assunto sobre isso vem à tona, você não gosta.
c) Você se sente bastante incomodado(a)com esse passado, insiste em saber detalhes e, depois, fica “remoendo” ao imaginar cenas “torturantes de amor e sexo” entre sua(seu) parceira(o) e antigos(as) companheiros(as).
d) Você acaba não suportando a ideia de que sua(seu) parceira(o) tenha tido outros envolvimentos afetivo-sexuais anteriormente e isso é motivo para romper o relacionamento.

14 – Chega o Natal ou outra data importante e, tanto sua família de origem quanto a dela(e) farão um jantar especial neste dia, no mesmo horário:
a) Você conversa bastante com ela(e) sobre isso e chegam a um consenso sobre qual a melhor atitude a tomar, ponderando os prós e os contras de irem juntos a um ou outro evento ou mesmo de irem cada um para o seu, sem nenhum problema.
b) Você fica bastante incomodado(a) com essa situação e resolve dividir o tempo entre um e outro evento, não ficando, de verdade, em nenhum deles, mesmo tendo que enfrentar “a ira da sogra e da sua mãe”, para não se sentir excluído(a).
c) Você não aceita, em hipótese alguma, discutir o assunto e diz que desde que ela(e) o(a) escolheu para companheiro(a), não há mais nada que o(a) obrigue a obedecer às “imposições de sua mãe” e que vocês vão passar juntos e sozinhos de qualquer maneira. Ante a recusa dela(e) chega a ameaçar: “Você tem que decidir, de uma vez por todas, entre ela ou eu”.
d) Você liga para a sua sogra e lhe diz “meia dúzia de verdades”, falando que ela faz isso de propósito só para criar caso e acaba brigando feio com ela e com sua(seu) parceira(o).

15 – Acaba de nascer o primeiro filho do casal e você percebe que sua(seu) parceira(o) está dando muito mais atenção ao bebezinho do que a você:
a) Você acha que é assim mesmo, pois, afinal, você mesmo(a) está encantado(a) com o novo ser e acredita que em breve tudo voltará ao normal.
b) logo após os primeiros dias de encantamento, você fica incomodado(a) com a atenção demasiada que sua companheira(o) dá ao bebê e fala com ela(e) sobre isso.
c) Você acha que sua(seu) parceira(o) está exagerando ao dar tanta atenção assim ao bebê e começa a chantagear para chamar a atenção para você.
d) Você não suporta que ela(e) esteja dedicando-se assim tão intensamente ao bebê e percebe que foi usado(a) apenas como uma “fábrica” para que ela(e) satisfizesse o desejo de ter um filho e que, agora, ela(e) não quer mais saber de você, pois não precisa mais.

16 – Um casal de primos, por parte de sua(seu) parceira(o), acaba de ter um bebê e convida apenas ela(e) para ser madrinha(padrinho), formando par com um(a) outro(a) primo(a) que já foi namorado(a) de sua(seu) parceira(o):
a) Você não acha isso elegante, conversa com sua(seu) parceira(o) sobre o fato, mas entende que a relação dos primos é mais forte, antiga e respeita.
b) Você acha isso uma “ falta de educação”, fica ressentido(a) por ter sido excluído(a), manifesta para sua(seu) parceira(o) seu descontentamento, mas não deixa de ir ao batizado nem rompe a amizade com os tais primos.
c) Você acha isso simplesmente um absurdo, não admite que sua(seu) parceira(o) aceite o convite, briga com ela(e) por ter cogitado essa ideia e rompe com os primos.
(d)Agora você teve a prova definitiva de que a família dela(e) não gosta mesmo de você e quer vê-lo(a) afastado(a) de tudo, considerando que essa história de convidar os dois para serem padrinhos é apenas mais um ardil para que eles fiquem juntos, pois nunca deixaram de se gostar.

17 – Você percebe que sua(seu) parceira(o) está recebendo um tratamento diferenciado por parte do(a) chefe dela(e):
a) Você não deixa de notar isso e comentar com sua(seu) parceira(o), mas confia nela(e) e acredita que tal tratamento poderá beneficiá-la(o) no trabalho.
b) Sente-se incomodado(a), mas tenta “segurar a onda”, apenas comentando o fato com sua(seu) parceira(o) e deixando claro que você está percebendo este fato.
c) Você não aguenta isso e não consegue tirar da sua cabeça que, mais cedo ou mais tarde, sua(seu) parceira(o) vai cair no do(a) chefe e ter um caso com ele(a); passa, então, a ter constantes brigas em razão disso.
d) Você conclui que, se há esse tratamento diferenciado, é porque já existe uma intimidade entre os dois e não há dúvidas de que eles estão tendo um caso.

18 – Sua(seu) parceira(o) é leitor habitual ou até mesmo assinante de revistas eróticas:
a) Você acha curioso que ela(e) tenha este hábito, mas entende isso com naturalidade e até compartilha da leitura e comentários sobre o conteúdo das revistas.
b) Você sente que não dá mesmo para competir com aqueles(as) modelos de corpos esculturais e procura se aprimorar fisicamente e/ou até brinca com este fato.
c) Você acha isso um “absurdo” e não suporta que ela(e) veja estas fotos, pois isso é uma ofensa a você: proíbe-a(o) de ter aquelas revistas.
d) Você se sente verdadeiramente traído(a) por sua(seu) parceira(o) e acredita que ela(e) tem este hábito como pretexto para procurar outras pessoas como se estas revistas fossem um “catálogo de garotos(as) de programa”.

19 – Sua(seu) parceira(o) deixa cair um papel da carteira e, ao pegá-lo do chão, você encontra o cartão de visitas de outra pessoa do sexo oposto:
a) Você pergunta quem é a pessoa, aceita naturalmente a resposta e esquece o assunto.
b) Você imagina que o cartão possa ser de um(a) paquera, questiona sua(seu) parceira(o), mas aceita a explicação de que se trata de alguém relacionado à atividade profissional dela(e).
c) Você fica “com a pulga atrás da orelha” e não aceita as explicações dela(e), briga por causa disso e chega até a ligar para a pessoa do cartão para saber o que ela quer com sua(seu) parceira(o).
d) Ah!!! Finalmente você encontrou a prova definitiva de que seu(sua) parceiro(a) está traindo você e não há argumento que o(a) faça pensar o contrário.

20 – Você recebe uma carta anônima de um(a) amigo(a), revelando que sua(seu) parceira(o) tem um caso com alguém:
a) Você mostra a carta para ela(e) e acredita nas explicações dela(e) de que se trata de alguém querendo desestabilizar a relação de vocês e ambos de comprometem a tentar descobrir quem fez isso, mas não se dão ao trabalho de mudar a rotina de vocês.
b) Você fica chocado(a) com o fato, tenta encontrar motivos para que pudesse haver a traição e conversa com sua(seu) parceira(o) sobre a carta, procurando entender o que isso significa de verdade.
c) Você quase tem um “colapso nervoso” e, na primeira oportunidade, esfrega a carta na cara dela(e), exigindo e insistindo em querer saber quem é este cafajeste (ou esta sirigaita) para quem ela(e), no mínimo, anda dando bola, havendo, portanto, motivos para alguém escrever aquela carta.
d) Agora sim, você tem a prova absoluta da traição dela(e) e não quer mais nem conversar sobre isso. Parte para a agressão física e verbal e, igualmente, para o rompimento da relação, sem dar nenhum ouvido às explicações que ela(e) possa fornecer.

Resultado (veja em suas respostas qual alternativa você marcou mais - A, B, C ou D e confira o resultado)

Maioria A:
Você está na faixa da normalidade . É do tipo ZELOSO E ENCIUMADO, que manifesta um sentimento saudável, normal, de verdadeiro zelo, cuidado, que está intimamente relacionado ao amor, uma vez que é um sentimento altruísta, isto é, voltado para o outro, para o bem-estar, para sua felicidade. Exige, muitas vezes, como no verdadeiro amor, um ato extremamente difícil que é renúncia de seu próprio desejo em benefício do outro. É também uma situação de real preocupação com o ser amado. Alguma inseguranças que são superadas quando você deixa as bobagens de lado

Maioria B:
Você está na faixa de "atenção". Esta portanto, entre a classificação dos tipos ESCANDALOSOS E DEPRIMIDOS, no qual o ciúme se manifesta de maneira transitória, surgindo quando há uma ameaça supostamente real à relação e coloca a pessoa em estado de alerta e competição com um terceiro. Embora muitas vezes com comportamentos infantis ou excessivos, revela, bem no íntimo, que, nesses momentos, suas fraquezas, algum complexo de inferioridade ou mesmo um sentimento real de inferioridade possam estar aflorando e deixa à mostra um ponto da personalidade do enciumado que merece ser, se não cuidado, talvez trabalhado melhor com terapia psicológica, pois não são comportamentos adequados.

Maioria C:
Você enquadra-se entre os tipos  FÓBICOS E PARANÓICOS. Estes estados independem de haver ou não evidência da ameaça e tem como base, exclusivamente, a fantasia, o medo muitas vezes infundado de ser traído ou trocado por outro. É um sentimento egoísta, voltado para si mesmo, isto é, seu foco é o seu amor próprio, sua insegurança, suas dificuldades e sua necessidade de ser protegido e de manter o outro sob seu controle. Muitas vezes, dependendo da forma como se manifestam (com violência, extravagância ou raiva) podem ter como base um transtorno até mesmo de base neurótica, que precisa de tratamento psiquiátrico.

Maioria D:
Procure imediatamente ajuda especializada. Neste caso, que compreende o tipo PATOLÓGICO,  há,  sem dúvida, um grave distúrbio psiquiátrico que transforma a fantasia em suposta realidade, sem nenhum dado de evidência, ou simplesmente distorcendo toda a realidade. Pertence efetivamente ao campo da psicopatologia e muitas vezes estão frequentemente associado ao uso abusivo de drogas, como álcool e a cocaína, ou a demências originadas de doenças neurológicas graves, como o Parkinson e o Alzheimer, entre outras. O acompanhamento psiquiátrico é recomendado. Exige um tratamento psicoterápico e medicamento urgente.