9 de fevereiro de 2015

Alzheimer (TESTE PREVENTIVO)- Pesquisa recente traz esperança para portadores - Luiza Gosuen


PERGUNTAS E PONTUAÇÕES DO SISTEMA RÁPIDO DE AVALIAÇÃO DA DEMÊNCIA:
O teste avalia mudanças nas habilidades cognitivas e funcionais do paciente. Você deve comparar o paciente agora com o que ele costumava ser - a questão central é a mudança. Em cada categoria, escolha a frase que melhor descreve o paciente e anote quantos pontos equivale. Some os pontos de cada questão e veja, ao final do teste, o que essa pontuação significa.
Nem todas as características precisam estar presentes para que a resposta seja escolhida.

MEMÓRIA

0 ponto - Não há perda de memória óbvia. Esquecimentos irregulares que não interferem com as atividades diárias
0,5 ponto - Esquecimento leve e regular ou parcial de eventos, que pode interferir com atividades diárias; repete perguntas e frases, coloca objetos em lugares incomuns; esquece compromissos
1 ponto - Perda de memória leve a moderada, mais perceptível quando se trata de eventos recentes; interfere com as atividades diárias
2 pontos - Perda de memória moderada a severa; novas informações são rapidamente esquecidas; só lembra de informações aprendidas com muito esforço
3 pontos - Perda de memória severa; quase impossível recordar novas informações; memória de longo prazo pode estar afetada

ORIENTAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL

0 - Plenamente orientado quanto a pessoas, espaço e tempo praticamente sempre
0,5 - Leve dificuldade em manter controle do tempo; pode esquecer datas com mais frequência do que no passado
1 - Dificuldade leve a moderada em acompanhar o tempo e sequências de eventos; esquece o mês do ano; orientado em locais familiares, mas fica confuso fora de espaços conhecidos; perde-se e fica vagando
2 - Dificuldade moderada a severa; geralmente desorientado quanto a tempo e espaço (familiar ou não); frequentemente tem dificuldade em lembrar do passado
3 - Orientado apenas quanto ao próprio nome, ainda que possa reconhecer parentes

TOMADA DE DECISÕES E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

0 - Resolve problemas cotidianos sem dificuldades; lida bem com questões pessoais e financeiras; habilidades de tomada de decisões consistentes com seu histórico
0,5 - Leve debilidade (ou maior demora) na resolução de problemas; dificuldade com conceitos abstratos; decisões ainda coerentes
1 - Dificuldades moderadas em lidar com problemas e tomar decisões; delega muitas decisões a terceiros; percepção e comportamento sociais podem estar levemente comprometidos; perda de discernimento
2 - Gravemente debilitado em lidar com problemas, tomando apenas decisões pessoais simples; percepção e comportamento sociais frequentemente debilitados; sem discernimento
3 - Incapaz de tomar decisões ou resolver problemas; terceiros tomam quase todas as decisões para ele ou ela

ATIVIDADES FORA DE CASA

0 - Leva adiante sua profissão de forma independente, realiza compras, atividades comunitárias e religiosas, voluntárias e em grupos sociais
0,5 - Leve debilidade nessas atividades se comparado a desempenhos prévios; leve mudança nas habilidades como motorista; ainda capaz de lidar com situações de emergência
1 - Incapaz de funcionar de modo independente, mas ainda capaz de acompanhar compromissos sociais; parece "normal" a terceiros; mudanças perceptíveis nas habilidades como motorista; preocupações quanto à habilidade dela de lidar com situações de emergência
2 - Sem habilidade de praticar atividades fora de casa de forma independente; parece bem o suficiente para ser levado para atividades exteriores, mas geralmente precisa estar acompanhado
3 - Incapaz de praticar atividades de forma independente; parece muito doente para ser levado a atividades fora de casa

HABILIDADES EM CASA E HOBBIES

0 - Atividades em casa, hobbies e interesses pessoais mantidos em relação ao comportamento prévio
0,5 - Leve debilidade ou perda de interesse nessas atividades; dificuldade em operar equipamentos (sobretudo os mais novos)
1 - Debilidade leve porém definitiva em casa e em hobbies; abandonou tarefas de maior dificuldade, bem como hobbies e interesses mais complexos
2 - Preservadas apenas as atividades diárias mais simples; interesse muito restrito em hobbies, cumprido com pouco rigor
3 - Sem habilidade significativa em tarefas domésticas ou em hobbies prévios

HÁBITOS DE HIGIENE PESSOAL

0 - Totalmente capaz de se cuidar, vestir, lavar, tomar banho, usar o banheiro
0,5 - Mudanças leves nas habilidades com essas atividades
1 - Precisa ser lembrado de ir ao banheiro, mas consegue fazê-lo de forma independente
2 - Precisa de ajuda para se vestir e limpar; ocasionalmente incontinente
3 - Requer considerável ajuda com a higiene e cuidado pessoal; incontinência frequente

MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO E PERSONALIDADE

0 - Comportamento social apropriado, nas esferas pública e privada; nenhuma mudança na personalidade
0,5 - Mudanças questionáveis ou muito leves em comportamento, personalidade, controle emocional, pertinência das escolhas
1 - Mudanças leves em comportamento ou personalidade
2 - Mudanças moderadas em comportamento ou personalidade, afetando a interação com as pessoas; pode ser evitado por amigos, vizinhos ou parentes distantes
3 - Severas mudanças de comportamento ou personalidade, tornando inviáveis ou desagradáveis as interações com terceiros

HABILIDADES DE LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO

0 - Nenhuma dificuldade de linguagem ou esquecimento de palavras; lê e escreve tão bem quanto no passado
0,5 - Dificuldade leve porém mostra consistência em encontrar as palavras ou termos descritivos; pode levar mais tempo para completar raciocínio; leves problemas de compreensão; conversação debilitada; pode haver efeitos sobre leitura e escrita
1 - Dificuldade moderada em encontrar as palavras certas; incapaz de nomear objetos; notável redução em vocabulário; compreensão, conversação, leitura e escrita reduzidas
2 - Debilidades moderadas ou severas na fala ou na compreensão; dificuldade em comunicar pensamentos aos demais; habilidade limitada em leitura e escrita
3 - Deficits severos em linguagem e comunicação; pouca ou nenhuma fala compreensível

HUMOR

0 - Nenhuma mudança de humor, interesse ou motivação
0,5 - Ocasionais momentos de tristeza, depressão, ansiedade, nervosismo ou perda de interesse/motivação
1 - Questões moderadas porém diárias com tristeza, depressão, ansiedade, nervosismo ou perda de interesse/motivação
2 - Questões moderadas com tristeza, depressão, ansiedade, nervosismo ou perda de interesse/motivação
3- Questões severas com tristeza, depressão, ansiedade, nervosismo ou perda de interesse/motivação

ATENÇÃO E CONCENTRAÇÃO

0 - Atenção normal, concentração e interação com o meio que o rodeia
0,5 - Problemas leves de atenção, concentração ou interação com o ambiente; pode parecer sonolento durante o dia
1 - Problemas moderados de atenção e concentração; pode ficar olhando fixamente para um ponto no espaço ou de olhos fechados durante alguns períodos; crescente sonolência durante o dia
2 - Passa parte considerável do dia dormindo; não presta atenção ao seu redor; quando conversa diz coisas sem lógica ou que não têm relação ao tema
3 - Habilidade limitada ou inexistente para prestar atenção ao ambiente externo.
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PONTUAÇÃO: O teste não equivale a um diagnóstico médico. A pontuação final vai de zero a 30, e pontuações mais altas sugerem maior perda cognitiva. Os padrões de avaliação, a partir da aplicação do teste em 267 pacientes, indicam que:
Normal: 0-1 pontos
Leve debilidade cognitiva: 2 a 5 pontos
Demência leve: 6 a 12 pontos
Demência moderada: 13 a 20 pontos
Demência severa: 20 a 30 pontos
Pontuações altas indicam que o paciente deve passar por uma avaliação médica para um diagnóstico formal. Pontuações "normais" sugerem que é improvável que o paciente sofra de demência, mas é possível também que a doença esteja em estágios muito iniciais. Caso haja suspeitas de demência por outros motivos, é bom buscar ajuda profissional.
(O teste é de autoria de James E Galvin e New York University Langone Medical Center)
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 Doença de Alzheimer é testada e revertida pela primeira vez

A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez no Canadá e com sucesso. Uma equipe de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença. O estudo vem publicado na «Annals of Neurology».
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.
Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.
Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.
O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurônios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.
Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.
Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolvem 50 pessoas. 

Mal de Alzheimer
Existem vários tipos de demência, em que há decréscimo das capacidades de funcionalidade, comprometimento das funções cognitivas – atenção, percepção, memória, raciocínio, pensamento, linguagem etc. – e da capacidade físico-espacial. 
O Mal ou Doença de Alzheimer é a principal causa de demência que causa problemas de memória, pensamento e comportamento. A doença é responsável por 50% a 80% dos casos de demência no mundo.
O Alzheimer é degenerativo, mais comum após os 65 anos de idade e caracteriza-se pela perda progressiva de células neurais. A médica Sonia Brucki, do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, explica que há um acúmulo anômalo de algumas proteínas no tecido cerebral que provoca a morte dos neurônios. 
“Até agora se acredita que isso seja multifatorial, causado por componente genético, fatores externos (baixa escolaridade, por exemplo), alterações vasculares (hipertensão, diabetes etc.), traumatismos cranianos com perda de consciência, alterações nutricionais e depressão”, enumera. Outros problemas podem causar demências, por exemplo, deficit de vitaminas, doenças da tireoide, alterações renais, portanto doenças que podem ser evitadas.
Atualmente, não existe medicação disponível para evitar esse acúmulo de proteínas, mas há medicamentos que retardam a progressão do Alzheimer. Algumas medicações, fornecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), aumentam uma substância no cérebro que, em menor quantidade, traz alterações na memória. 
Os sintomas geralmente são desenvolvidos lentamente e pioram com o tempo. Alguns pacientes conseguem ter uma redução progressiva da doença, mas outros não conseguem voltar à normalidade. Em casos mais graves, o paciente pode ter apatia, depressão, alucinação e pensamentos delirantes. 
O médico neurologista Fábio Henrique de Gobbi Porto diz que o principal sintoma é a dificuldade de aprender coisas novas. O idoso não consegue se lembrar de fatos recentes como, por exemplo, o dia da semana. Tem também dificuldade para fazer contas. 
Segundo ele, na fase inicial, o paciente pode ser lembrado de informações importantes e ter o suporte da família. Na fase moderada, tem uma dependência maior da família e, às vezes, existe mudança do comportamento. Na fase mais grave, tem dificuldade para realizar funções básicas, como urinar, dificuldade para engolir e até agressividade. A fase mais grave dura, em média, oito anos.
A família precisa ficar atenta a qualquer decréscimo de qualquer capacidade da pessoa, seja memória, dificuldade de realizar tarefas complexas, nomear coisas, problemas de linguagem. “Nem sempre começa com problemas de memória”, alerta Brucki.
Ainda não existe cura para o Mal de Alzheimer, mas alguns estudos testam medicações que poderiam estacionar a doença. De acordo com o neurologista Fábio Henrique de Gobbi Porto, já foi provado cientificamente que a escolaridade, principalmente na fase mais básica, é um fator protetor contra o Alzheimer. 
Além disso, a prática de exercícios físicos e uma dieta saudável previnem a doença. “Algumas teorias dizem que a atividade física aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro, aumenta a lavagem (retirada) da proteína do Alzheimer que se acumula no cérebro, além de melhorar o humor e a saúde em geral”, explica.

Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro 

das placas amilóides neurotóxicos responsáveis ​​pela perda de memória e pelo declínio da 

função cognitiva em pacientes com Alzheimer.

Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos 
de lesões - placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios
e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.

Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por 
proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos
filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como 
nutrientes e organelas.
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer - uma doença 
que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo - tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma 
de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos
pacientes.

Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu 
uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipe descreve a técnica 
como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia 
feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.

Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira
hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células 
microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de 
células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.

Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75% dos ratos que serviram de cobaias 
para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos 
tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória - um labirinto, um teste para levá-los
 a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.
Fonte: Ciência online/março 2015

Leia mais sobre a doença:

Tudo sobre Alzheimer - para cuidadores e familiares:

http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/01/alzheimere-o-tempo-levou-minha-historia.html

Alzheimer independe de envelhecimento:

http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/03/alzheimer-independe-de-envelhecimento.html

Vídeo prático - A Evolução do Alzheimer
http://luizagosuen.blogspot.com.br/2015/07/video-pratico-evolucao-do-alzheimer.html

6 de fevereiro de 2015

Transtorno Afetivo Bipolar ( TESTE) - Luiza Gosuen

criança animação bipolar alegre triste

"Eu sou o dono do mundo ...  sou um mendigo. 
  Amo a vida ... quero morrer.
  Não sou feliz nem triste... sou bipolar".  Luiza Gosuen

Transtorno Bipolar, anteriormente chamado de Psicose Maníaco-Depressiva, porém por não apresentar sintomas psicóticos e nem estigmas tão fortes como os diagnosticados nesse transtorno é que o nome foi mudado.  Atualmente usamos, Transtorno Afetivo Bipolar.

Como o nome sugere, são bipolaridades, alternâncias no estado de humor com comportamentos caracterizados, ora por momentos de euforia ora por momentos de depressão aguda, o que afeta toda maneira de agir do portador.
Diferencia-se do mal-humor que por vezes acomete a vida cotidiana causando aborrecimentos, que são atitudes normais frente a acontecimentos de stress como: atendimentos profissionais desmotivados, filas demoradas, trânsito congestionado, relacionamento com familiares ou conjugues, uso de alguns medicamentos que alteram o humor como os para dietas, etc. O que difere é a forma que o indivíduo reage frente a essas situações, passando do descontentamento normal para situações de desequilíbrio patológico, emocional e até físico.

O Transtorno Bipolar por ser um tipo de Depressão, porém com características mais intensas e exageradas, em alguns casos o portador pode passar o dia inteiro desmotivado, querendo apenas ficar deitado sem interesse nem para se alimentar e não realiza nada. Já num outro momento, se mostra cheio de energia, conversa sobre diversos assuntos dominando a situação, se achando o máximo e com auto-estima elevada. Apresenta muita agilidade, com movimentação excessiva, mas também não realiza nada pois não se concentra o suficiente para concluir  uma atividade. Esta fase agitada chamamos de "fase de mania", onde pode apresentar comportamentos radicais como de consumista ao extremo ou compulsivo com atitudes irresponsáveis e impensadas como por exemplo, de recolher todos os animais de rua para si.

A depressão pode se manifestar com intensidades diferentes: Leve, Moderada ou Grave.

Na fase Leve - Hipomania - A fase inicial, quando a doença se apresenta com sintomas leves, o portador ainda consegue desenvolver seu trabalho  e os sintomas até passam desapercebidos pelos familiares.
Fique atento ao que acontece com seu humor ou de um familiar. A depressão pode causar uma desmotivação, uma desesperança onde nada na sua vida vale a pena e ficar na cama parece ser o melhor, perde a vontade de ir ao trabalho e tudo vai piorando com o tempo. Aparecem as crises de choro, irritabilidades, sem vontade de falar com as pessoas e se torna um "zumbi" onde apenas o corpo está presente.

A Depressão e o Transtorno Bipolar devem ser levados a sério. Não é encenação do portador e deve-se procurar atendimento psiquiátrico e psicológico com urgência. Segundo a OMS, Organização Mundia da Saúde, a depressão está em quarto lugar na incapacitação para o trabalho.

*No TP  I -  Transtorno Bipolar Tipo 1 - São os casos clássicos da doença , onde temos a presença de comportamentos  depressivos por um tempo mais prolongado podendo chegar a um ano, mais do que o tempo de manias (euforias) que se manifestam por alguns meses. 
Os sintomas são intensos e provocam mudanças de comportamento que afetam bruscamente tanto a vida do portador quanto das pessoas que fazem parte de seu convívio diário, comprometendo o desempenho profissional, afetivo e social.

* No TP  II -Transtorno Bipolar Tipo 2 -  São casos mais brandos onde temos a presença de depressão, porém alterna-se com um número bem maior de casos de humor e as manias são mais leves (Hipomania). Esse é o quadro mais comum , geralmente acomete mais as mulheres. Temos uma estimativa de cerca de 15 milhões de brasileiros, ou seja  8  em cada 100 indivíduos apresentam a doença, atingindo homens e mulheres com pelo menos um portador na família.

* No Transtorno Bipolar Misto, são alternâncias de humor que sugerem bipolaridade, porém por não terem intensidade tanto na frequência quanto na duração dos sintomas atingindo por um período apenas de 2 a 3 dias,  não classifica-se como Tipo I ou Tipo II.

* No Transtorno Ciclotímico, são alternância leves no humor onde o paciente alterna hipomania com depressão leve o que sugere ser característica própria do temperamento instável do paciente, que pode estar de um jeito pela manhã e à tarde já muda completamente. Ou ainda, mesmo estando agitado manifesta sentimentos de desvalorização e desmotivação. Os mais próximos os classificam como "temperamentais". Alguns profissionais consideram como sendo um traço de personalidade do paciente que tem alguma alternância no humor.

Não temos uma causa precisa para o Transtorno Bipolar.  O certo é que são fatores biológicos, psico-sociais e genéticos que desencadeiam os sintomas, que podem começar com irritabilidades intensas na infância  e adolescência, com muitos casos de alternância no humor em mulheres por volta dos 40 anos de idade, porém raramente temos casos que se iniciam após os 50 anos de idade.

Características que podemos encontrar nessa fase de euforia:
-Muita agitação, alegria exagerada
-Extrema impaciência, irritabilidade com pequenas coisas.
-Muita energia, começando várias coisas ao mesmo tempo.
-Julgamento inapropriado de suas capacidades, ideias mirabolantes, achando que pode tudo.
-Pensamento rápido, fala sem parar.
-Incapacidade de se concentrar, se distraí com tudo.
-Comportamento inadequado, provocador e agressivo
-Aumento no impulso sexual, desinibição social e de risco.
-Insônia e consumo de drogas.

** Importante - Para que sejam considerados sintomas, para se formar um possível diagnóstico é preciso que pelo menos de 3 a 4 dos itens acima estejam presentes e se manifestem por no mínimo uma semana.

Essa fase de euforia algumas vezes, pode aparecer bem depois da depressão, o que pode confundir o portador achando que está melhorando e até deixa de dar continuidade ao tratamento o que piora, pois não é  uma remissão da depressão, ou seja diminuindo as melancolias e voltando a ter bom humor  e sim, uma exaltação de euforia de forma descontrolada 

Na fase Moderada, fase da depressão, é preciso ficar atento para as mudanças no comportamento, que podem ser:
-Perda de interesse por atividades antes motivadoras
-Perda ou aumento de apetite
-Melancolia súbita com sentimento de vazio
-Crise de choro e tristeza
-Fadiga com falta de vontade e de energia
-Excesso de sono ou insônia
-Sentimentos de culpa e pessimismo
-Incapacidade para tomar decisão
-Corpo pesado e dolorido
-Inquietação ou irritabilidade
-Sentimentos de inutilidade, pensamentos de morte.

**Importante - Esses sintomas apresentados de maneira isolada e por um ou dois dias não significam Depressão, podem ser sintomas normais que acontecem com todas as pessoas mediante descontentamentos justificáveis e às vezes, até nem ter motivos.
Para que sejam considerados preocupantes é preciso verificar se os sintomas, pelo menos 4 deles, estão presentes por um período de no mínimo 2 semanas e de forma constante.

Na fase grave da doença é possível haver sintomas de alucinação, delírio,  pensamentos negativos e de morte.
O suicídio é a causa mais frequente entre os portadores de Transtorno Bipolar, principalmente entre adolescentes. 

Diagnóstico e tratamento.

O diagnóstico da doença bipolar do humor  é feito com base em observações por um tempo mínimo de duas semanas, e deve ser feito por um médico psiquiatria baseado no histórico familiar e nos sintomas do paciente, caso seja preciso entrar com acompanhamento medicamentoso. Não há exames de imagem ou laboratoriais que auxiliem o diagnóstico. 

O Transtorno Bipolar não tem cura, mas pode ser controlado com medicamentos, 
A psicoterapia e mudança na qualidade de vida com alimentação saudável, sono regular e eliminar cafeína, álcool, anfetaminas e todo tipo de drogas, serão importantes no tratamento. 
No tratamento medicamentoso a medicação mais utilizada é o lítio e até o uso de anticonvulsivantes, se for preciso. O tratamento deve ser permanente para que não se tenha recaídas. 

 A psicoterapia é recomendada como tratamento coadjuvante e ajudará no trabalho cognitivo, organizando pensamentos disfuncionais tanto da depressão como da euforia bem como, na conscientização do uso dos medicamentos como importantes para o controle dos sintomas. 
A abordagens nas sessões de psicoterapia é feita de maneira clara, sem rodeios levando em conta a possibilidade do entendimento do paciente. Irá atuar tanto no modo de pensar como no comportamento apresentado pelo paciente e poderá estender o tratamento também a familiares.

Em momentos de crise, os familiares ou cuidadores, devem levá-lo a uma unidade de pronto atendimento psiquiátrico, principalmente se tiver alucinações e pensamentos suicida.
O transtorno bipolar em crianças vem aumentando muito. É preciso orientar a família que deverá participar da psicoterapia.


 Teste Psicológico para Identificar Transtorno Bipolar


**Para que os resultados deste teste sejam mais exatos, você deve ter acima de 18 anos e ter tido pelo menos um episódio de depressão. Não avalie por uma situação específica ou momentânea e sim se esses comportamentos são frequentes em sua vida.

1. Às vezes eu sou muito mais falante, gosto de sair e de ir a festas outras vezes não tenho vontade nem de sair do quarto e só quero dormir e não falar com ninguém.
Sim
Não

2. Houve momentos em que eu era muito mais ativo ou fazia muito mais coisas do que o habitual.
Sim
Não

3. Percebo que meu humor tem ficado alterado. Algumas vezes me vejo mais acelerado ou irritável.
Sim
Não

4. Eu já me senti, ao mesmo tempo, com alta motivação e muito animado e em seguida com depressão, baixa motivação e sem ânimo.
Sim
Não

5. já estive muito mais interessado em sexo do que o momento atual.
Sim
Não

6. Minha autoconfiança varia de muito confiante  a igualmente muito inseguro.
Sim
Não

7. Percebo de maneira frequente grandes variações na quantidade ou qualidade do meu trabalho.
Sim
Não

8. Por nenhuma razão aparente, muitas vezes me vejo zangado e hostil.
Sim
Não

9. Tenho períodos de embotamento mental (introspecção) e outros períodos de muito pensamento criativo e disposição.
Sim
Não

10. Às vezes eu fico muito interessado em estar com as pessoas e, em outras vezes, eu só quero ficar sozinha com meus pensamentos.
Sim
Não

11. Tenho tido períodos de grande otimismo(alegria) e outros períodos de grande pessimismo (tristeza).
Sim
Não

12. Já tive períodos de muito sofrimento e angústia quando choro e em seguida fico rindo e brincando excessivamente.
Sim
Não

Resultado (Os resultados aqui obtidos não substituem a avaliação e diagnóstico de um profissional)

Se o seu total foi de 0 a 3 = não tem transtorno bipolar
Se o seu total foi de 4 a 5 = você tem possibilidade de estar com distúrbio depressivo
Se o seu total foi de 6 a 9 = você tem os sintomas de transtorno bipolar, procure terapia.
Se o seu total foi acima de 10 = você mostra sérios sintomas de transtorno de bipolaridade e depressão e deve buscar ajuda imediata.

4 de fevereiro de 2015

Usuário de drogas. Como saber? Luiza Gosuen


Será que meu filho está usando drogas? 

Essa indagação preocupante tem sido freqüente em muitos lares, deixando atônitos os pais que se vêem com um filho que apresenta hábitos e comportamentos díspares do que estavam acostumados. Em vez do filho atencioso, cumpridor de suas obrigações e amável, agora estão se estranhando com uma pessoa indiferente, ríspida , que se isola de todos e apresenta atitudes agressivas.

Como isso foi acontecer?

Muitas vezes, os pais estão envolvidos com as tarefas diárias e compromissos de trabalho e não percebem que aos pouquinhos foi-se instalando em sua casa uma companhia que estava suprindo a atenção que deveria ser dada por eles.
Amizades nem sempre convenientes, festinhas em locais pouco recomendáveis, dormir fora de casa – na casa de um amigo-, programas no computador, mas  sem nenhum critério seletivo, baladas estonteantes e bebidas – muita bebida - são alguns dos alarmes que são emitidos e que os pais ignoram, deixam passar para não ficar como “chatos”,  para não passar aos filhos a imagem de antiquados e permitem mais do que seria aconselhado.

Bem, mas se o caso já está instalado agora é hora de acolher esse jovem, ouvi-lo, aconselhá-lo, afastá-lo das más companhias e tentar que vá para uma clínica de recuperação. Na maioria das vezes, os jovens relutam em ir para uma recuperação, com argumentos tais  como:  eu não preciso disso, não estou doente, sei como me controlar...etc.

Nos casos iniciantes, um profissional de reabilitação psicoemocional,  poderá  intervir com medidas terapêuticas junto com os pais,  o que resgatará o equilíbrio  do desgaste familiar e poderá reverter o caso, com o compromisso de que, a partir de agora, devem os laços familiares se estreitarem e se envolverem com mais atenção e consideração.

Nos casos onde for preciso o uso de medicamentos para induzir a necessidade compulsiva do uso da droga, exige-se uma equipe de profissionais que atuará desde suprir atenção em casos de depressão; envolvimento em atividades  cotidianas; descobrir talentos voltados para música, dança, artesanato, pintura; prática de  exercícios físicos; aprimorar contatos sociais usando de serviços voluntariados que estimulem seu valor pessoal e com o próximo; entre outras atividades.

Não é uma tarefa fácil, nem para a equipe de trabalho nem para o recuperando. Alguns desistem, vão embora ou fogem do local, mas aos que persistem virá a conquista de sua autoestima de volta.

Para a família é um momento de muito desgaste e sofrimento, pois geralmente irá ver seu filho em situação deprimente e de angústia, mas é preciso ter firmeza para ajudá-lo a enfrentar esse que é um dos piores males do nosso tempo.

Agora, vale ressaltar, que a abertura da porta maldita dos vícios necessariamente não começa na rua. Pode começar dentro do núcleo da própria família, conforme veremos na seqüência:
- Pais fumantes, que mesmo sem palavras dizem “fumar é bom”;

- Pais que fazem questão que os filhos, já na tenra idade, principalmente se forem do sexo masculino, experimentem bebida alcoólica, sob o pretexto de que “menino macho” já pode beber;

- Nos encontros sociais que promovem há um liberou geral no consumo de bebidas alcoólicas, como se toda celebração precisasse ter consumo desenfreado dessas bebidas;

- Os próprios pais compram e estocam bebidas alcoólicas em casa em grande quantidade, e eles próprios não têm controle no consumo delas.

Seja como for, há que se ter em mente, principalmente os pais, que são os principais educadores dos filhos, que as crianças não aprendem através de palavras nem de sermões verborrágicos: as crianças aprendem através dos exemplos. E que exemplos muitos pais têm dado a seus filhos? 

Hoje em dia, temos presenciado o uso de drogas em diversas situações, principalmente em jovens meninos de rua, que usam desses entorpecentes para suprir a necessidade de comida. Mas é na classe alta a maior  propagação dessa prática. Estudos recentes mostram que, entre universitários, classe onde a cultura deveria imperar, está aumentando o uso de drogas chamadas ilícitas sendo que, quase metade dos universitários já fizeram uso de algum tipo de droga e  40% deles, usaram duas ou mais substâncias entorpecentes durante os últimos 12 meses, considerando maior frequência entre estudantes do período noturno e com idade acima de 35 anos.

Em relação ao álcool, a maioria dos universitários (86%) afirmou já ter bebido e 36% dos entrevistados beberam, nos últimos 12 meses, em binge** (cinco ou mais doses alcoólicas para homens ou de quatro ou mais doses para mulheres dentro do período de duas horas).
De acordo com a pesquisa, 22% dos estudantes do ensino superior estão sob risco de desenvolver dependência de álcool.

O estudo foi realizado pela Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), em parceria com o Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Foram entrevistados cerca de 18.000 universitários, matriculados no ano de 2009, de 100 instituições de ensino superior públicas e privadas. 

**Binge drinking é a definição moderna de consumo de bebidas alcoólicas com a intenção primária de intoxicação por consumo de álcool em um curto período de tempo.  É um tipo de estilo de consumo intencional , popular em vários países do mundo, e se sobrepõe um pouco com a bebida social, uma vez que muitas vezes é feito em grupos. O grau exato de intoxicação, no entanto, varia entre e dentro das várias culturas que se dedicam a esta prática. A farra do álcool pode ocorrer durante horas ou durar até vários dias.


2 de fevereiro de 2015

Alcoolismo - Uma luta desigual -(Tabela da OMS) - Luiza Gosuen


“O vício é um fantasma que assombra sua vida, despreza suas qualidades, zomba de suas capacidades e, o pior é que você abra as portas para ele, o coloca em sua vida, o alimenta, o deixa em lugar de destaque e de maneira submissa, aceita que ele o mate.” Luiza Gosuen

A dependência de bebida alcoólica tem se tornado um fator preocupante em diversos setores.
O índice alarmante está na área da saúde onde a quantidade de dependentes aumenta a cada dia, principalmente entre jovens e mulheres.  Um dos fatores que contribuem para isso é o emocional, onde pessoas insatisfeitas consigo mesma, com problemas familiares e profissionais acham  que a solução pode estar num copo de bebida e em companhia de pessoas que passam  também por transtornos e carências afetivas e que em nada poderão contribuir para melhorar seu desconforto, ao contrário irão levá-los a caminhos muitas vezes sem volta.


Toda dependência chega disfarçada de alegria, vitalidade e bem-estar e de maneira covarde assedia, conquista e mata sua presa, aos poucos.

Ouve-se muito as frases:"Eu sei meu limite" , ""Eu não estou bêbado"
Mas, como reconhecer esse limite?

Uma pesquisa recente do International Center for Alcohol Policies (ICAP), dos Estados Unidos, aponta que o flagelo do alcoolismo começa a ocorrer dentro do núcleo da própria família, com o direto incentivo dos pais, em 46% das famílias (Jornal o Estado de São Paulo do dia 21 de outubro de 2013, Caderno Economia, página B16).

Um pai que ingere bebida todos os dias tem o conceito para si de que essa atitude em nada altera seu comportamento e que seus filhos "entendem" como correto e aprovado essa sua atitude em família.

Aí está o perigo, pois realmente este pai pode estar passando esta informação aos seus filhos, que os tem como exemplo do que deve ser seguido, sem contar que em alguns casos, esses filhos observam também a figura da mãe como participante ativa fazendo companhia ao pai e até oferecendo a bebida aos filhos, achando "bonitinho" e se divertindo com as caretas feitas pelas crianças ao contato com o gosto desagradável do que num futuro próximo poderá ser a causa de tragédias e dores irreparáveis.

Em pesquisa da OMS _Organização Mundial de Saúde, quem diariamente não consegue ficar sem beber uma única dose ou um copo de cerveja está na faixa dos "Alcoolistas", e quem, diariamente, bebe mais que dois copos de bebida alcoólica já faz uso nocivo do álcool. 


Se a pessoa beber três ou quatro doses num dia é considerado "Alcoólatra", estará expondo seu organismo a um nível de toxicidade que mudará seu padrão de sono e aumentará o risco de hipertensão, por exemplo. 

Um número maior de doses diárias além da dependência, provavelmente irá ocasionar outros problemas como doença cardiovascular, acidentes pessoais, etc. e precisará de tratamento adequado, caso queira se livrar do vício e a possibilidade de recuperação.

A orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde) é de que o limite para o nível de álcool em pessoas saudáveis não ultrapasse a 30g. O consumo não pode superar o equivalente a três copos de chope ou apenas uma dose de uísque ou vinho, por dia. 


Para quem costuma beber diariamente mais de duas latas de cerveja ou duas doses de destilado, como uísque ou pinga, aqui vai um alerta: O nível de álcool presente nessas quantidades de bebida está acima do recomendado pela OMS, podendo causar danos ao organismo. 


Para o consumo moderado, a quantidade de álcool presente em cada bebida é:
1 lata de cerveja - 17 gramas
1 copo de chope- 10 gramas
1 taça de vinho - 10 gramas
1 dose de destilado - 25 gramas (uísque, pinga, vodca) 

** ATENÇÃO** 

Veja agora os efeitos no cérebro de acordo com a quantidade de álcool por litro,no sangue:

2 latas de cerveja ou 2 taças de vinho ou 1 dose de uísque - Até 0,5g - Leve mudança na percepção e relaxamento.
3 latas de cerveja ou 3 taças de vinho ou 1,5 dose de uísque - 0,6 a 0,9g - Euforia e redução da atenção
5 latas de cerveja ou 5 taças de vinho ou 2,5 doses de uísque- 1,0 a 1,4g - Forte alteração nos reflexos
7 latas de cerveja ou 5 taças de vinho ou 3,5 doses de uísque - Acima de 1,5g- Confusão mental, vertigens, visão dupla.


De acordo com Sociedade Brasileira de Clínica Médica da Regional São Paulo, o consumo moderado de bebida raramente prejudica a saúde do fígado ou do coração. Ao contrário. Baixas doses de álcool estão associadas ao menor índice de infarto, pois dificultam a adesão de placas de gordura nas paredes das artérias. O vinho, em particular, ainda tem os flavonóides, substância que aumenta a concentração do bom colesterol (HDL). 

Porém, se a pessoa for hipertensa ou tiver diabetes, esses benefícios não existem e o álcool terá um efeito totalmente maléfico. Esse paciente nem mesmo pode beber, conforme orientação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Consumo acima de 30 gramas de álcool por dia também causa efeito inverso e pode provocar miocardiopatia alcoólica (dilatação do coração). 

Nenhum médico deve estimular o consumo de bebida alcoólica como método de prevenção de doenças cardiovasculares.
Os especialista alertam seus pacientes que é bastante perigoso misturar álcool com medicamentos, principalmente os calmantes.

Alcoolismo é uma doença crônica onde o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação que a droga produz e quando é retirada por algum tempo sente os efeitos da abstinência. Os sintomas da intoxicação aguda são variados: euforia, perda das inibições sociais, comportamento expansivo (muitas vezes inadequado ao ambiente) e emotividade exagerada.

Há quem desenvolva comportamento beligerante ou explosivamente agressivo.
Algumas pessoas não apresentam euforia, ao contrário, tornam-se sonolentas e entorpecidas, mesmo que tenham bebido moderadamente. Segundo as estatísticas, essas quase nunca desenvolvem alcoolismo crônico.


Se a ingestão de álcool não é interrompida surgem: 

Letargia, Diminuição da frequência das batidas do coração, Queda da pressão arterial, Depressão respiratória e vômitos que podem ser eventualmente aspirados e chegar aos pulmões provocando pneumonia entre outros efeitos colaterais perigosos.

Uma das características mais importantes do alcoolismo é a negação de sua existência por parte do usuário. Raros são aqueles que reconhecem o uso abusivo de bebidas, passo considerado essencial para livrarem-se da dependência e quando isso não acontece é necessário um processo severo de desintoxicação, com possível internação em clínica especializada.


As recomendações atuais para tratamento do alcoolismo, envolvem duas etapas:
a) Desintoxicação – Em Clínicas Especializadas de internação geralmente programada para alguns dias sob supervisão médica, permite combater os  efeitos  agudos da retirada do álcool.  Dados  os altíssimos índices de recaídas, no entanto, o alcoolismo não é doença a ser tratada exclusivamente no âmbito da medicina convencional, sendo necessário o envolvendo de equipe multidisciplinar que irá auxiliar e fortalecer do  tratamento e se necessário, essa programação  poderá variar de  8 meses  a 

1 ano.

b) Reabilitação – Alcoólicos anônimos é uma outra opção recomendada. Depois de controlados os sintomas agudos da crise de abstinência, os pacientes devem ser encaminhados para programas de reabilitação, cujo objetivo é ajudá-los a viver sem álcool na circulação sanguínea.
Para que o tratamento tenha sucesso é fundamental a participação dos familiares e amigos próximos.Essa demonstração de afeto fará grande diferença na recuperação do usuário. 
Para apoio a familiares existe a Al-Anon, que é uma associação dedicada a dar apoio e orientação aos familiares dos dependentes do álcool.