10 de junho de 2015

Ciúme Patológico - Transtorno de Personalidade Paranóide (TESTE) -Luiza Gosuen


"O ciúme patológico é um medo que consome os pensamentos e tira a serenidade. É uma emoção negativa incontrolável de desconforto atitudinal causando uma necessidade de posse e controle sobre outra pessoa, podendo tais atitudes levar a comportamentos de se humilhar e até subestimar-se." Luiza Gosuen

O ciúme patológico é um medo que consome os pensamentos e tira a serenidade. É uma emoção negativa incontrolável de desconforto atitudinal causando uma necessidade de posse e controle sobre outra pessoa, podendo tais atitudes levar a comportamentos de se humilhar e até subestimar-se.

O ciúme doentio não deixa que a pessoa fique relaxada. O desejo obsessivo de controlar  faz com que a pessoa, o tempo todo tenha impulsos de saber, direcionar os passos e os pensamentos da outra pessoa  que julga amar, causando uma situação insustentável e desagradável que corrói qualquer tipo de relacionamento.

O ciúme doentio é sinal de insegurança onde a pessoa usa uma outra como ponte para conseguir atingir seu porto seguro. É  na verdade uma situação extremamente egoísta que absorve tudo do outro para satisfazer seu desequilíbrio emocional , financeiro, social, intelectual e até psíquico.

De maneira absurda a pessoa que sofre desse mal não consegue  se concentrar no trabalho, nos estudos e até mesmo em uma situação corriqueira do seu dia.
Se a pessoa simplesmente imaginar que seu parceiro não está sob seu domínio, isso causa-lhe uma angústia capaz de não conseguir fazer mais nada. Então acha um motivo banal para telefonar ou procurar pelas redes sociais - e faz isso várias vezes caso não consiga contato - e, de maneira instigante requer uma prestação de contas para saber o que a pessoa está pensando, o que está fazendo, quem está perto dela.

Os relacionamentos afetivos que são construídos sem sustentabilidade e sem confiança são relacionamentos fragilizados  e são neles que surgem esse tipo de ciúme obsessivo que gera insegurança, tensão,  palavras desinteligentes, atitudes que magoam e que proporcionam momentos tortuosos de brigas e discussões exigindo "prova de amor",  porém causam feridas profundas que em algum momento sangrará causando rompimento de maneira irreversível.

O ciúme doentio que desconfia e controla, não é prova de amor. É uma forma grave de egoísmo disfarçado
de bem querer.Um transtorno comportamental patológico que, se não tratado, irá bloquear e destruir todos os relacionamentos que a pessoa tiver.

O amor sereno e constante é que gera harmonia e estabilidade. Cultivado na confiança e  compartilhado nos momentos vividos de modo maduro e seguro. Demonstrar cuidado, atenção e zelo é a forma eficaz de se importar com seu parceiro e externar que você pensa com carinho e quer desfrutar de sua companhia com prazer e bom-humor. Este é um relacionamento maduro e o ciúme zeloso é saudável.

O coração é solo sagrado que se guarda apenas o bem, a ternura, os carinhos. E dentro dele, só você tem a chave, ninguém pode entrar, apenas o amor.

Tipos de pessoas ciumentas

* Zelosos -  São as pessoas que estão na faixa considerada de ciúme normal, pois tem o companheiro como alguém que quer bem, que confia, deseja seu sucesso, compartilha momentos de maneira saudável.
*Enciumados - Ficam de cara amarrada por pequena bobagens, mas não fazem escândalos. Conseguem superar a infantilidade e logo fica tudo bem.
*Escandalosos - Fazem escândalos e dão "shows" perante outras pessoas. Sentem ciúmes até de namoradas antigas. Se descobre que ele está com outra namorada, vai querer saber e colocar defeito mesmo não sendo mais seu namorado, então entra em contato apenas com desculpa de especular.
* Deprimidos - O tipo da pessoa chata. Se fazem de vítima para conseguir atenção o tempo todo.Chega a fingir que está doente para chamar a atenção do parceiro e fazê-lo se sentir culpado pela doença dela.
* Fóbicos - Criam caso com tudo. As mínimas coisas são motivos para brigar e desconfiar. Gostam de confrontar as namoradas antigas e mostrar que agora ela é a "dona". Querem a todo custo mostrar sua posse para as outras, mas evitam apresentar seu companheiro para outras mulheres. Criticam a roupa e o jeito de outras mulheres. Para ela todas tem defeitos. Se tiverem oportunidade, seguem de carro para ver onde o parceiro vai, se vai mesmo para o trabalho.
* Paranoícos - São aqueles que chegam a conferir o tempo, se esteve ao celular ou redes sociais com outras pessoas. Querem saber com quem falou  e o que conversaram. Se tiverem oportunidade, vasculham carteira ou bolsa, verificam as mensagens e todas as ligações no celular. E os casados, chegam a conferir até faturas do cartão de crédito e talões de cheque para controlar no que está gastando , ficam  à espreita na extensão do telefone. controlam a quilometragem do carro para ver onde tem ido. Cheiram as roupas para ver se tem algum perfume e procuram marcas de batom.
* Patológicos - Manifestam desconfiança o tempo todo. Têm certeza que o parceiro a está traindo, mesmo que nunca tenha tido motivos ou provas concretas. Podem chegar a níveis extremos e cometer suicídio como forma de mostrar que não conseguem superar essa desconfiança, que não aceitam perder e que a culpa será do parceiro pelo seu ato. Ou em outra circunstância extrema, podem cometer assassinato como forma de não deixar que ninguém mais possa compartilhar relacionamento com seu parceiro e que será punido pelo ato de traição que cometeu ou que julga ter cometido.

Sintomas físicos ou fisiológicos da pessoa com ciúmes:

* Insônia com pensamentos constantes de desconfiança
* Boca seca ou salivação excessiva
* Taquicardia
* Aumento ou perda do apetite
* Dores nos músculos e articulações
* Depressão e baixa Autoestima
* Sensação de aperto no peito e choro fácil

Teste: Você é ciumento(a)?

Válido para homens e mulheres, o teste a seguir lhe possibilitará descobrir em que grau você se situa no “grupo de ciumentos”.
Responda às questões com sinceridade, marcando a alternativa que mais se aproxima de sua possível reação frente a situações pelas quais você já passou. 
No final do teste, você confere o resultado.

1 – Sua(seu) parceira(o) esquece o telefone celular com você. O que você faz?
a) Guarda para ela(e), esperando tranquilamente a primeira oportunidade para avisá-la(o) do esquecimento.
b) Passa pela sua cabeça mexer no aparelho, com o objetivo de tentar descobrir para quem ou de quem ela(e) recebeu ligações. Mas você abandona essa ideia por considerá-la muito invasiva e esquece o assunto.
c) Vasculha todas as opções do telefone, procurando por nome de pessoas que possam ser “suspeitas” e, se encontra alguém que você não conhece, fica aflito(a) imaginando ser um(a) possível paquera.
d) Mexe sem parar no telefone até encontrar o nome de alguém que você não conhece ou que imagina ser capaz de paquerar sua(seu) parceira(o) e, na sequência, passa a ter certeza de que eles têm um caso.

2 – Num restaurante ou num bar, sua(seu) parceira(o)pede licença para ir ao banheiro. Você:
a) Observa se, no caminho até o banheiro, alguém a(o) aborda ou incomoda, tranquilizando-se ao ver que nada acontece, mesmo perdendo-a(o) de vista.
b) Fica observando e, caso ela(e) pare para conversar com alguém, você sente uma “fisgada no estômago”, mas fica na sua e espera a volta dela(e) e pergunta, numa boa, quem era a pessoa.
c) Fica vigiando se ela(e) está olhando para os lados e, caso encontre e pare para falar com alguém, pensa que é uma paquera, ocasião em que você já se preparar par ir “tirar satisfações”.
d) Acredita que ela(e) está mentindo para você e que a ida ao banheiro foi só um pretexto para se encontrar com outro(a).

3 – Sua(seu) parceira(o) comunica que terá que viajar a negócios por dois ou mais dias:
a) Você pergunta se ela(e) precisa de alguma ajuda sua, deseja-lhe boa viagem e boa sorte nos contatos.
b) Sente certo desconforto e pede mais detalhes da viagem. Quer saber com quem vai viajar, com quem vai se encontrar lá, onde vai ficar hospedada(o), qual é o telefone de lá.
c) Você se sente ameaçado(a) com a possibilidade de ela(e) encontrar na viagem alguém que possa vir a abalar a relação de vocês e pensa “é... ocasião faz o ladrão”.
d) Você acha que ela(e) está mentindo, ou está usando a viagem como pretexto ou marcou com alguém de se encontrar por lá.

4 – Quando sua(seu) parceira(o) volta de viagem, você reage da seguinte maneira:
a) Recebe-a (o) e pergunta como foi, com atitudes carinhosas, realmente curioso(a) sobre o acontecido, vibrando com o sucesso e se entristecendo com o fracasso.
b) Recebe-a(o) bem, mas quer saber o que aconteceu por lá. Com quem esteve, onde foi, como eram as pessoas, passa levemente por sua cabeça se ela(e) conheceu alguém “muito interessante” e até brinca com este pensamento.
c) Recebe-a(o) desconfiado(a). Quer checar evidências de ter havido ou não traição. Fuça os bolsos, checa os recados do celular, desarruma a mala e faz uma série de perguntas.
d) Recebe-a(o) com agressividade. Faz acusações, ameaças e não acredita no que ela(e) está dizendo.

5 – Ao passear/fazer compras com sua(seu) parceira(o) no shopping center:
a) Você caminha espontaneamente e chama a atenção dela(e) para lojas de que ela(e) gosta e a(o) apóia caso queira fazer alguma compra.
b) Ao entrar em uma loja, com um(a) vendedor(a) atraente, você presta mais atenção na maneira como conversam do que na compra em si.
c) Nem entra em uma loja onde perceba que tem alguém atraente. Procura outro caminho e fica “emburrado(a)”.
d) Você anda o tempo todo desconfiado de que sua(seu) parceira está olhando e sendo olhado por todo mundo que passa e mantém o seu próprio olhar “pulando de um lado para outro”, desconfiando de todo mundo.

6 – Em um evento, sua(seu) parceira(o) e você veem um ex-namorado(a) dela(e):
a) Você assinala a presença e reage naturalmente a uma eventual conversa de ambos.
b) Você não fica indiferente à presença e chama a atenção de sua(seu) parceira(o) para você.
c) Você fica perturbado(a), quer ir embora ou cria situação de confronto, com a(o) sua(seu) parceira(o) ou a(o) ex, podendo chegar ao extremo de “armar o barraco”.
d) Você fica transtornado(a). Imagina que exista uma trama entre eles e pode ter atitudes destemperadas, como agressões verbais ou físicas.

7 – Você entra em um aposento e sua parceira(o) está desligando o telefone:
a) Você simplesmente pergunta quem era.
b) Você pergunta quem era em um tom especulativo e quer saber o teor da conversa.
c) Na primeira oportunidade, você vai checar com quem estava falando (“rediscando” o telefone, por exemplo), independente da resposta dada.
d) Você tem certeza que ela(e) desligou porque estava conversando com alguém com quem “tem um caso”.

8 – Sua(seu) parceira(o) tem um encontro habitual com amigos do mesmo sexo, o que, obviamente, não o(a) inclui. Saem para divertir-se, jogar conversa fora, tomar um chope, para um jogo de futebol...
a) Você a(o) incentiva e acha natural que tenha esse espaço dela(e): afinal você também tem esse hábito.
b) Considera natural, desde que saiba com quem vai sair, aonde vai e como pode localizá-la(o).
c) Você não gosta dessa prática, mas se vê obrigado a aceitá-la. Controla o horário de chegada e liga durante o encontro, no bip ou celular, para se certificar de que sua(seu) parceira(o) está mesmo com os amigos. No limite, chega de surpresa ao local, para uma “blitz”.
d) Não admite a prática e é capaz de atos extremos para impedi-la(o) de sair, acusando-a(o) de estar saindo para se encontrar com o(a) outro(a).

9 – Sua(seu) parceira(o) se atrasa para voltar para casa ou para um encontro com você:
a) Você se preocupa e pensa que algo desconfortável possa ter acontecido. Quando ela(e) chega, sente alívio.
b) Você se preocupa. Passa pela sua cabeça desde que possa ter ocorrido um transtorno até uma leve desconfiança de que algo ameaçador para a relação possa estar acontecendo. Quando ela(e) chega, você pede para explicar e acredita no que ela(e) diz.
c) Fica com raiva e imagina que ela(e) está se divertindo em algum canto com uma pessoa que ofereça perigo à relação de vocês. Recebe-a(o) de maneira áspera e desconfiada.
(d)Tem certeza de que está sendo traído(a) e a(o) recebe de maneira extremamente agressiva.

10 – Sua(seu) parceira(o) começa, paulatinamente, a fazer elogios freqüentes a um(a) novo(a) colega de trabalho:
a) Você fica atento(a), procura conhecer essa pessoa e questiona, de maneira franca, sua(seu) parceira(o) tentando entender o que a(o) fascina nessa pessoa.
b) Você logo imagina que essa nova pessoa é um(a) possível concorrente, trata logo de se apresentar a ela, procura detalhes que possam diminuir seu brilhantismo e, sempre que pode, os menciona.
c) Deduz rapidamente que é óbvio que sua(seu) parceira(o) já está seduzida(o) por aquele “Don Juan de araque” (ou aquela”sirigaita”) e parte para o confronto direto, chegando a ligar para o escritório e perguntar o que ele(a) quer com sua(seu) parceira(o).
d) Conclui que, se ela(e) está falando muito da(o) outro(a) é porque eles já têm um caso há muito tempo. Como consequência, entra em depressão ou o agride física ou verbalmente na primeira oportunidade.

11 – Por um acaso qualquer, você passa pelo escritório de sua(seu) parceira(o) e ela(e) não chegou do almoço. Enquanto a(o) você espera, toca o telefone, você o atende, e uma pessoa (do outro sexo) procura por ela(e) sem se identificar, desligando quando você insiste em saber quem era:
a) Quando sua(seu) parceira(o) chega, você a(o) recebe normalmente, conta que estava de passagem e simplesmente relata que atendeu àquele telefonema.
b) Assim que sua(seu) parceira(o) chega, você finge que está tudo bem, espera ela(e) contar sobre o almoço e lhe pergunta, “como não quer nada”, se ela(e) tem recebido telefonemas de alguém que não possa se identificar claramente.
c) Você não consegue disfarçar sua inquietação e, assim que ela(e) chega, vai logo perguntando quem é que tem ligado para ela(e) “às escondidas” no escritório e fica esperando para ver se ela(e) fica embaraçada(o) ou se atrapalha nas respostas para “cair de pau” em cima dela(e).
d) Você a(o) recebe irado(a), afirmando que atendeu um telefonema do(a) amante dela(e) e que não adianta mais ela(e) disfarçar, porque, agora, você sabe de tudo.

12 – Sua(seu) parceira(o) guarda fotos e cartas de antigos(as) namorados(as).
a) Você acha isso natural, por faz parte da história dela(e) e nem se lembra deste fato.
b) Você concorda que “todo mundo tem uma história”, mas toda vez que abre a porta do armário, onde estão guardadas as “relíquias do passado”, sente um certo desconforto.
c) Você não admite que ela(e) tenha aquelas “lembranças” guardadas e, por conta disso, começa a brigar e exige, como “prova de amor por você”, que ele (a) as destrua.
d) Se ela(e) ainda guarda estas fotos e cartas é porque ainda tem “alguma coisa a ver” com estas pessoas e, na primeira oportunidade, você mesmo(a) destrói tudo o que ela(e) tinha guardado.

13 – Você conhece bem a história pregressa de sua(seu) parceira(o) e sabe que ela(e) teve alguns ou vários relacionamentos anteriores:
a) Você encara isso com naturalidade, pois reconhece que “o que passou, passou” e que “o importante não é ser o primeiro, mas o último” (de verdade!).
b) Você não se sente confortável com esse passado, evita falar nele e, se eventualmente algum assunto sobre isso vem à tona, você não gosta.
c) Você se sente bastante incomodado(a)com esse passado, insiste em saber detalhes e, depois, fica “remoendo” ao imaginar cenas “torturantes de amor e sexo” entre sua(seu) parceira(o) e antigos(as) companheiros(as).
d) Você acaba não suportando a ideia de que sua(seu) parceira(o) tenha tido outros envolvimentos afetivo-sexuais anteriormente e isso é motivo para romper o relacionamento.

14 – Chega o Natal ou outra data importante e, tanto sua família de origem quanto a dela(e) farão um jantar especial neste dia, no mesmo horário:
a) Você conversa bastante com ela(e) sobre isso e chegam a um consenso sobre qual a melhor atitude a tomar, ponderando os prós e os contras de irem juntos a um ou outro evento ou mesmo de irem cada um para o seu, sem nenhum problema.
b) Você fica bastante incomodado(a) com essa situação e resolve dividir o tempo entre um e outro evento, não ficando, de verdade, em nenhum deles, mesmo tendo que enfrentar “a ira da sogra e da sua mãe”, para não se sentir excluído(a).
c) Você não aceita, em hipótese alguma, discutir o assunto e diz que desde que ela(e) o(a) escolheu para companheiro(a), não há mais nada que o(a) obrigue a obedecer às “imposições de sua mãe” e que vocês vão passar juntos e sozinhos de qualquer maneira. Ante a recusa dela(e) chega a ameaçar: “Você tem que decidir, de uma vez por todas, entre ela ou eu”.
d) Você liga para a sua sogra e lhe diz “meia dúzia de verdades”, falando que ela faz isso de propósito só para criar caso e acaba brigando feio com ela e com sua(seu) parceira(o).

15 – Acaba de nascer o primeiro filho do casal e você percebe que sua(seu) parceira(o) está dando muito mais atenção ao bebezinho do que a você:
a) Você acha que é assim mesmo, pois, afinal, você mesmo(a) está encantado(a) com o novo ser e acredita que em breve tudo voltará ao normal.
b) logo após os primeiros dias de encantamento, você fica incomodado(a) com a atenção demasiada que sua companheira(o) dá ao bebê e fala com ela(e) sobre isso.
c) Você acha que sua(seu) parceira(o) está exagerando ao dar tanta atenção assim ao bebê e começa a chantagear para chamar a atenção para você.
d) Você não suporta que ela(e) esteja dedicando-se assim tão intensamente ao bebê e percebe que foi usado(a) apenas como uma “fábrica” para que ela(e) satisfizesse o desejo de ter um filho e que, agora, ela(e) não quer mais saber de você, pois não precisa mais.

16 – Um casal de primos, por parte de sua(seu) parceira(o), acaba de ter um bebê e convida apenas ela(e) para ser madrinha(padrinho), formando par com um(a) outro(a) primo(a) que já foi namorado(a) de sua(seu) parceira(o):
a) Você não acha isso elegante, conversa com sua(seu) parceira(o) sobre o fato, mas entende que a relação dos primos é mais forte, antiga e respeita.
b) Você acha isso uma “ falta de educação”, fica ressentido(a) por ter sido excluído(a), manifesta para sua(seu) parceira(o) seu descontentamento, mas não deixa de ir ao batizado nem rompe a amizade com os tais primos.
c) Você acha isso simplesmente um absurdo, não admite que sua(seu) parceira(o) aceite o convite, briga com ela(e) por ter cogitado essa ideia e rompe com os primos.
(d)Agora você teve a prova definitiva de que a família dela(e) não gosta mesmo de você e quer vê-lo(a) afastado(a) de tudo, considerando que essa história de convidar os dois para serem padrinhos é apenas mais um ardil para que eles fiquem juntos, pois nunca deixaram de se gostar.

17 – Você percebe que sua(seu) parceira(o) está recebendo um tratamento diferenciado por parte do(a) chefe dela(e):
a) Você não deixa de notar isso e comentar com sua(seu) parceira(o), mas confia nela(e) e acredita que tal tratamento poderá beneficiá-la(o) no trabalho.
b) Sente-se incomodado(a), mas tenta “segurar a onda”, apenas comentando o fato com sua(seu) parceira(o) e deixando claro que você está percebendo este fato.
c) Você não aguenta isso e não consegue tirar da sua cabeça que, mais cedo ou mais tarde, sua(seu) parceira(o) vai cair no do(a) chefe e ter um caso com ele(a); passa, então, a ter constantes brigas em razão disso.
d) Você conclui que, se há esse tratamento diferenciado, é porque já existe uma intimidade entre os dois e não há dúvidas de que eles estão tendo um caso.

18 – Sua(seu) parceira(o) é leitor habitual ou até mesmo assinante de revistas eróticas:
a) Você acha curioso que ela(e) tenha este hábito, mas entende isso com naturalidade e até compartilha da leitura e comentários sobre o conteúdo das revistas.
b) Você sente que não dá mesmo para competir com aqueles(as) modelos de corpos esculturais e procura se aprimorar fisicamente e/ou até brinca com este fato.
c) Você acha isso um “absurdo” e não suporta que ela(e) veja estas fotos, pois isso é uma ofensa a você: proíbe-a(o) de ter aquelas revistas.
d) Você se sente verdadeiramente traído(a) por sua(seu) parceira(o) e acredita que ela(e) tem este hábito como pretexto para procurar outras pessoas como se estas revistas fossem um “catálogo de garotos(as) de programa”.

19 – Sua(seu) parceira(o) deixa cair um papel da carteira e, ao pegá-lo do chão, você encontra o cartão de visitas de outra pessoa do sexo oposto:
a) Você pergunta quem é a pessoa, aceita naturalmente a resposta e esquece o assunto.
b) Você imagina que o cartão possa ser de um(a) paquera, questiona sua(seu) parceira(o), mas aceita a explicação de que se trata de alguém relacionado à atividade profissional dela(e).
c) Você fica “com a pulga atrás da orelha” e não aceita as explicações dela(e), briga por causa disso e chega até a ligar para a pessoa do cartão para saber o que ela quer com sua(seu) parceira(o).
d) Ah!!! Finalmente você encontrou a prova definitiva de que seu(sua) parceiro(a) está traindo você e não há argumento que o(a) faça pensar o contrário.

20 – Você recebe uma carta anônima de um(a) amigo(a), revelando que sua(seu) parceira(o) tem um caso com alguém:
a) Você mostra a carta para ela(e) e acredita nas explicações dela(e) de que se trata de alguém querendo desestabilizar a relação de vocês e ambos de comprometem a tentar descobrir quem fez isso, mas não se dão ao trabalho de mudar a rotina de vocês.
b) Você fica chocado(a) com o fato, tenta encontrar motivos para que pudesse haver a traição e conversa com sua(seu) parceira(o) sobre a carta, procurando entender o que isso significa de verdade.
c) Você quase tem um “colapso nervoso” e, na primeira oportunidade, esfrega a carta na cara dela(e), exigindo e insistindo em querer saber quem é este cafajeste (ou esta sirigaita) para quem ela(e), no mínimo, anda dando bola, havendo, portanto, motivos para alguém escrever aquela carta.
d) Agora sim, você tem a prova absoluta da traição dela(e) e não quer mais nem conversar sobre isso. Parte para a agressão física e verbal e, igualmente, para o rompimento da relação, sem dar nenhum ouvido às explicações que ela(e) possa fornecer.

Resultado (veja em suas respostas qual alternativa você marcou mais - A, B, C ou D e confira o resultado)

Maioria A:
Você está na faixa da normalidade . É do tipo ZELOSO E ENCIUMADO, que manifesta um sentimento saudável, normal, de verdadeiro zelo, cuidado, que está intimamente relacionado ao amor, uma vez que é um sentimento altruísta, isto é, voltado para o outro, para o bem-estar, para sua felicidade. Exige, muitas vezes, como no verdadeiro amor, um ato extremamente difícil que é renúncia de seu próprio desejo em benefício do outro. É também uma situação de real preocupação com o ser amado. Alguma inseguranças que são superadas quando você deixa as bobagens de lado

Maioria B:
Você está na faixa de "atenção". Esta portanto, entre a classificação dos tipos ESCANDALOSOS E DEPRIMIDOS, no qual o ciúme se manifesta de maneira transitória, surgindo quando há uma ameaça supostamente real à relação e coloca a pessoa em estado de alerta e competição com um terceiro. Embora muitas vezes com comportamentos infantis ou excessivos, revela, bem no íntimo, que, nesses momentos, suas fraquezas, algum complexo de inferioridade ou mesmo um sentimento real de inferioridade possam estar aflorando e deixa à mostra um ponto da personalidade do enciumado que merece ser, se não cuidado, talvez trabalhado melhor com terapia psicológica, pois não são comportamentos adequados.

Maioria C:
Você enquadra-se entre os tipos  FÓBICOS E PARANÓICOS. Estes estados independem de haver ou não evidência da ameaça e tem como base, exclusivamente, a fantasia, o medo muitas vezes infundado de ser traído ou trocado por outro. É um sentimento egoísta, voltado para si mesmo, isto é, seu foco é o seu amor próprio, sua insegurança, suas dificuldades e sua necessidade de ser protegido e de manter o outro sob seu controle. Muitas vezes, dependendo da forma como se manifestam (com violência, extravagância ou raiva) podem ter como base um transtorno até mesmo de base neurótica, que precisa de tratamento psiquiátrico.

Maioria D:
Procure imediatamente ajuda especializada. Neste caso, que compreende o tipo PATOLÓGICO,  há,  sem dúvida, um grave distúrbio psiquiátrico que transforma a fantasia em suposta realidade, sem nenhum dado de evidência, ou simplesmente distorcendo toda a realidade. Pertence efetivamente ao campo da psicopatologia e muitas vezes estão frequentemente associado ao uso abusivo de drogas, como álcool e a cocaína, ou a demências originadas de doenças neurológicas graves, como o Parkinson e o Alzheimer, entre outras. O acompanhamento psiquiátrico é recomendado. Exige um tratamento psicoterápico e medicamento urgente.

28 de maio de 2015

Stress Infantil - Transtorno Comportamental - Luiza Gosuen


Stress significa pressão e esse termo foi usado pela primeira vez após a Primeira Guerra Mundial onde um grande número de soldados, mesmo depois do término da guerra, continuavam a sofrer dos males vividos nos campos de batalha.

O stresse não é uma doença. É um transtorno comportamental que pode levar a traumas e sofrimento para as crianças, muito comum nos dias de hoje, devido ao estilo de vida agitado, situações muito competitivas ou muito excitantes e quase sempre sob muita pressão e alto nível de exigência que predispõe o organismo a doenças. Podendo se manifestar também em crianças de qualquer idade, meninos e meninas, através de sintomas físicos e/ou psicológicos que muitas vezes, pais e professores não sabem reconhecer o problema das crianças que acabam se passando por malcriadas ou birrentas, quando na verdade estão sofrendo a ação ncômoda do stresse excessivo.

O stresse é uma reação do organismo  frente a um estímulo que causa medo, irritação, excitação e até felicidade. O que torna os efeitos danosos são a frequência e a intensidade que eles ocorrem e, quando é permanente pode reduzir a capacidade de defesa do sistema imunológico do organismo com aparecimento de doenças .

No Brasil temos um número grande de crianças que sofrem das consequências desse mal, que são: gripes frequentes, perda ou ganho de peso, falta de motivação, falta de concentração, sono agitado ou insônia, fobias, dores de cabeça, e depressão. Até mesmo crianças recém-nascidas, principalmente as que enfrentam partos difíceis ou que ficam internadas e afastadas de suas mães por longos períodos podem apresentar stresse com sintomas de problemas intestinais, respiratórios, gastrites e alergias.

O número tem aumentado consideravelmente também entre os adolescentes devido a falta de maturidade para enfrentar as mudanças próprias da idade e também definições sobre futuro, escolha profissional, vestibular, bem como a independência precoce e a permissividade sexual aliada a atitudes de pais ausentes ou que exigem muito dos filhos em participações e competições além do são capazes. 

Causas mais frequentes do stresse infantil: 

- Atividades em excesso ou falta de atividade complementar;
- Nascimento de irmãos;
- Doenças com internações prolongadas; 
- Morte de alguém próximo na família;
- Pais ausentes ou superprotetores;
- Brigas entre os pais, às vezes até com agressões verbais e físicas;
- Encarceramento de alguém próximo;
- Separação dos pais , disputa por bens e guarda da criança;
- Mudança de cidade ou escola;
- Escolas ruins com professores inadequados; 
- Assaltos ou acidentes graves;
- Assedio sexual e até estupro por alguém próximo.

Uma questão importante e bastante atual é a sobrecarga que as crianças tem de múltiplas atividades. Alguns pais querem que as crianças aprendam tudo ao mesmo tempo como forma de "lustrar" seu ego pessoal perante outros pais. Outros, querem sossego e tempo para suas atividades pessoais, então colocam os filhos em muitas atividades como forma de "se livrar" do compromisso de cuidar e orientar seus filhos.  A criança se cansa, se irrita porque nem sempre o que está fazendo é de sua vontade e não sobra tempo para brincar no que realmente gosta. 

A brincadeira livre tranquiliza a criança, estimula suas fantasias proporcionando crescimento físico, afetivo e cognitivo e, quando a brincadeira é compartilhada, entre irmãos, com os pais ou com coleguinhas do condomínio melhora a sociabilidade, estabelece regras e limites sem contar que vai formatando seu papel como pessoa no grupo, com brincadeiras de faz-de-conta que irão definir os traços de sua personalidade.

Um dos aspectos que está causando muito impacto nos dias de hoje é a tecnologia quando não usada de forma adequada. Muitas vezes, a criança é deixada por períodos longos de tempo frente a uma televisão, computador ou vídeo game sem  convívio com outras crianças e até sem atividade física, essencial para o seu crescimento.

Como reconhecer se a criança está apresentando sintomas de stresse:

Sintomas Físicos:
* dor de barriga
* tique nervoso ou gagueira
* dor de cabeça
* irritação na pele com coceira ou alergia
* asma e gripes frequentes
* náuseas sem justificativa
* hiperatividade
* enureses noturna e até diurna
* tensão muscular ou impaciência
* ranger de dentes 
* fala incompreensível durante o sono (com sobressalto ,gemidos e até gritos)
* falta ou aumento de apetite (não comum ao habitual)
* mãos frias e suadas

Sintomas psicológicos:
* terror noturno e pesadelos
* apatia e sono excessivo
* medo ou choro constante
* agressividade e impaciência
* ansiedade
* desobediência
* insegurança (não olha nos olhos e evita pessoas)
* hipersensibilidade (choro fácil)

Vale lembrar que nenhum destes sintomas isolados pode ser interpretado como sinal de stresse.
O stresse não tratado e prolongado pode levar a uma série de doenças e problemas de adaptação, inclusive na escola. Os professores ao notarem esses sintomas devem conversar com os pais e verificar o que está acontecendo em casa, procurar orientação médica em alguns casos e saber da agenda de atividades da criança se está de acordo com sua idade e seu interesse. É muito importante que se tenha bom senso e discernimento para entender a personalidade da criança.

Como enfrentar o stresse infantil

* Quando matricular a criança em uma atividade tenha sempre o cuidado de não deixar a criança lá no local sozinha esperando alguém buscá-la quando terminar. O responsável já deverá estar esperando no horário do término para não criar ansiedade ou medo de ser abandonada.
* Tente procurar locais que sejam perto de sua casa, pois é um ambiente conhecido para a criança.
* Cuidar da alimentação da criança, principalmente quando perceber que ela está mais tensa. Oferecer alimentos ricos em ferro, cálcio, magnésio, vitamina C e Complexo B, leite, frutas e verduras. 
O ferro aumenta a resistência, o magnésio aumenta a tolerância ao stresse. Complexo B regula o intestino e evita irritabilidade. Exercícios físicos aumentam a produção de endorfinas que melhora o humor, além de trazer equilíbrio psicológico e proporcionar estabilidade mental.

Como a Terapia pode ajudar no Stresse  Infantojuvenil 

O Stresse conhecido também como TEPT (Transtorno de Estresse Pós- Traumático) no público infantojuvenil caracteriza-se como um transtorno de ansiedade após a criança ou jovem vivenciar o fato, testemunhar ou ter sido confrontada com algum evento traumáticos e reagir com muito medo ou comportamento de fuga .

O TEPT é caracterizado pela presença de três categorias de sintomas: 
1- quando a experiência traumática é repetida ; 
2-quando prefere fugir e não enfrentar o fato (evitação) e entorpecimento (não reação); 
3- excitabilidade fisiológica aumentada .
Os sintomas devem estar presentes por um período superior a um mês , após  o fato ocorrido, e estar interferindo em diferentes áreas do desenvolvimento infantil ou provocando prejuízos no funcionamento cognitivo, emocional, social e acadêmico das crianças ou jovens.

O TEPT está associado também nos quadros de transtornos de ajustamento. Os sintomas a serem considerados no tratamento envolvem revivência, sensação de entorpecimento e embotamento afetivo (pessoa fria, que não expressa seus sentimentos), evitação (fuga), anedonia (perda da capacidade de sentir prazer) e hiperexcitabilidade fisiológica. Não há diferenciação dos critérios para o público infantojuvenil, sendo estes recomendados para todas as faixas etárias. 

O período para o surgimento do quadro varia entre um mês até seis meses após o evento estressor e raramente excede este tempo. 
Em relação ao Transtorno de Ajustamento, recomenda-se verificar os sintomas específicos para as crianças, voltados principalmente para retrocessos no desenvolvimento cognitivo e emocional. A duração ocorre dentro de um mês após o evento estressor e não excede seis meses. Incluindo eventos de choque emocional e reações de pesar. 

Em relação ao critério de reincidência do fato, crianças podem manifestar cenas que reviveram e encenar o trauma (dramatizar o que aconteceu) através desenhos, brincadeiras e jogos repetitivos em que aspectos do trauma aparecem associados à inquietação motora, pesadelos e sonhos traumáticos recorrentes  e angústia nas lembranças. 
A evitação de pensamentos, sentimentos, locais e situações por parte das crianças pode ainda ser manifestada através de interesse diminuído em atividades habituais; sentimentos de estar sozinho ou isolado das figuras afetivas; embotamento afetivo; dificuldades de memória; perda de habilidades já adquiridas e retrocesso no desenvolvimento e, por último, sensação de futuro sem sentido. 

Finalmente, em relação aos sintomas de excitabilidade fisiológica aumentada, crianças podem manifestar transtorno de sono; irritabilidade e raiva; dificuldade de concentração; hipervigilância; resposta exagerada de sobressalto e resposta autônoma a lembranças traumáticas .

Autismo- Uma "dor" desconhecida- Luiza Gosuen

O autismo é considerado uma síndrome do espectro autista que causa distúrbio do desenvolvimento humano. Não apresenta sintomas clínicos e o diagnóstico é elaborado por profissionais experientes em observar comportamento inadequados.

Ao nascer, não é possível diagnosticar com exatidão, em uma criança manifestações de sintomas que possam constatar a presença do Autismo, que é um transtorno onde se caracteriza pelo padrão de comportamento repetitivo, contido em si mesmo, dificuldades para se comunicar , incapacidade de interagir socialmente com qualquer pessoa.
Por volta dos 2 anos de idade é que começam a surgir os sintomas aparentes de que algum tipo de dificuldade no desenvolvimento emocional, cognitivo, sensorial e intelectual não estão sendo processados de maneira habitual, só então se torna mais evidente a observação do comportamento para um possível diagnóstico. Porém, com observação mais apurada e  pais atentos  já se pode constatar que alguma coisa está diferente com esse bebê.

**Bebê autista (característica observáveis antes de 2 anos de idade):

Atitudes  diferenciadas que os pais podem observar em seu bebê, quando comparados com o comportamento de outras crianças na mesma idade ou em outros filhos:

-Não olha no olho da mãe quando está mamando;
-Não olha para a câmera quando numa selfie;
-Não conseguem dar tchau, e quando fazem viram a mão para si mesmo:
-Luz e barulho os incomoda muito;
-Não demonstra alegria;
-Não entendem o que é tristeza e não manifestam sentimentos; 
-Não sabem brincar, apenas manipulam os brinquedos;
-Não dão atenção quando o chamam , não se importam;
-Apresentam movimentos repetitivos, como de um pêndulo, quando estão nervosos, indo para frente e para trás quando sentados ou em pé balançando de uma perna para a outra. Também podem apresentar movimento dos braços ou das mãos como se estivesse tremendo;
-Olham fixo para a TV, não estão concentrados apenas com olhar fixo, porém longe  e nada desvia a atenção;
-Atraso na fala e poucas palavras no vocabulário;
-Param de falar por algum tempo e desaprendem o que já sabiam;
-Dificuldade de se comunicar;
-Não conseguem seguir instruções simples;
-Aponta usando a mão de outra pessoa, ou leva a pessoa até o que ele que;r 


Os transtornos podem variar de intensidade leve, onde não há comprometimento da fala ou da inteligência, como na Síndrome de Asperge, diferente do Autismo que pode até atingir formas graves onde o portador, dependendo do nível de comprometimento, pode apresentar quadro de retardo mental, comportamento agressivo e incapacidade de qualquer contato interpessoal.


A criança até então ficaria perdida em seu mundo, sem poder ou saber como manter contato com o lado exterior. Está presa a um corpo e não sabe como controla-lo. 

Era preciso uma ponte para esse contato, que só agora começa a ser construída.

Recentes estudos estão alicerçando possibilidades de que a pessoa autista não só sabe se comunicar, mas sabe quem é  e o que sente, precisa apenas de alguém que consiga ouvi-la , entendê-la e consequentemente poder ensiná-la a resolver o que está passando em seu interior, pois a luta é com seu cérebro que, através de bloqueios, impede  e trava a realização do que se deseja fazer.

Por exemplo, quando vemos um autismo debatendo seus braços fortemente ou com movimentos semelhante a espasmos era considerado apenas um sintoma peculiar da doença, porém agora sabemos que esses movimentos são dolorosos. 

São movimentos exagerados para conter a dor de um formigamento intenso  nos braços, como se estivessem pegando fogo; quer se livrar desse incomodo, mas não sabe se comunicar oralmente para isso, então agita fortemente os braços na tentativa de resolver o problema.

Outra característica comum  do portador de autismo é tapar os olhos e os ouvidos, permanecendo assim por um longo tempo e não tínhamos um padrão de explicação com segurança para essa atitude. Agora, as pesquisas mostram que esse comportamento seria para impedir o excesso de informações sensoriais vindas do exterior que estão chegando até elas, sendo que  não querem ou não conseguem processar todas essas informações.

O funcionamento do cérebro no autista é diferente, ou seja, ele não suporta sobrecarga de sons, cores, luzes, imagens, cheiros e até de muitas pessoas conversando . O tapar os ouvidos,  gritar ou chorar repentinamente , fazer movimentos repetitivos, ter acesso de raiva e até convulsões são  maneiras de bloquear esses estímulos que incomodam devido a forte sensibilidade que sentem.

Um sintoma comum que verificamos é de que o autista não consegue fixar os olhos em uma pessoa quando alguém fala com ele, isso porque para ele, esse fixar o olhar seria  como que tirasse milhares de fotos simultaneamente com os olhos numa fração de segundos. Todo esse excesso de informação causa uma sobrecarrega em seu cérebro que não consegue suportar, então desvia o olhar.

Outro comportamento comum é o de alteração no humor ou chorar sem motivo aparente. Pode ser considerado algumas vezes como efeitos colaterais a medicamentos usados pela criança e como ela não sabe expressar o que sente, isso causa essas atitudes como manifestação de mal-estar e que, até então, eram consideradas como sendo normal à doença.
Deve-se considerar também que muitas vezes as reações da criança a fatos ocorridos podem ser retardatários, ou seja  ela pode chorar por um fato que aconteceu há algum tempo  e que na hora ela nem manifestou nenhuma reação, porém passado um certo tempo, conseguiu processar aquele fato e só agora foi capaz de chorar e, portanto,   pode até ser em um momento inadequado e sem compreensão para os que estão à sua volta.

A alimentação é outro fator importante a ser observado, pois são resistentes à mudanças em sua alimentação. Basicamente preferem um tipo de alimento que nem sempre o que gostam é saudável. A introdução de alimentos corretos na sua dieta poderá trazer muitos benefícios ao seu desenvolvimento.
Alimentos que contém glúten, farinha de trigo, leite e a soja podem proporcionar transtornos alimentares e até alergias. Quando eles são retirados da dieta os autistas geralmente ficam mais calmos e ocorre melhora da atenção e concentração. Por apresentarem uma deficiência enzimática no intestino que causa essa condição.

Alimentos como salgadinhos, sucos em pó artificial, gelatina, balas, sorvetes e tudo que contém corantes estimulam a hiperatividade, por essa razão devem ser banidos da dieta dos autistas.
A ocorrência de sintomas gástricos é muito elevada em autistas, como constipação intestinal, (intestino preso), diarreia, gastrite, refluxo. Ofereça sucos de frutas naturais batidos com folhas de couve, tudo sem coar, pois as fibras irão ajuda no funcionamento do intestino
No caso de gastrite e refluxo evitar alimentos com temperos industrializados que irritam o estômago. Retire também frituras, guloseimas com muito açúcar e alimentos ácidos como laranja, limão e abacaxi.

Algumas crianças babam e cospem muito. Achava-se até então que era uma atitude agressiva da criança, porém agora em pesquisas realizadas pode-se entender que pelo motivo da criança autista não falar, a musculatura da boca torna-se bem flácida, impedindo-as de engolir a saliva e, o cuspir ou babar é a maneira utilizada pra eliminar essa saliva que as incomodam, causando-lhes desconforto.
Sabemos agora que ao exercitar os músculos da boca com massagens, exercícios  usando vibrador e alimentos que precisem fazer mais força para degluti-los ajudará a fortalecer esses músculos e evitar o acúmulo de saliva como também facilitarão no treino de exercícios fonéticos, incentivando a elaboração de alguns fonemas.

Quanto aos movimentos repetitivos que um autista faz, como o balançar a cabeça de maneira ritmada, principalmente quando alguém esta falando com ele considerava-se como falta de interesse, que não estava prestando atenção e nem ouvindo o que era dito a ele. Agora, são entendidos como uma forma diferenciada de manifestação. É uma reação semelhante a que muitos de nós temos quando estamos em uma sala de aula como: ficar enrolando o cabelo no dedo enquanto a professora ensina ou quando você fica rabiscando algo quando está falando ao telefone.

Todos esses relatos conseguidos em pesquisa, alargam as fronteiras do que até então era desconhecido e proporcionam a nós, profissionais da área de comportamento, uma visão agora com mais esperança  de que poderemos ultrapassar esse caminho desconhecido e atravessar a ponte para o contato direto com essas pessoas que queriam se comunicar e não conseguiam visualizar o outro lado. Agora uma pequenina luz já começa a iluminar nosso entendimento para que possamos compreendê-los e orientá-los a trilhar um caminho não tão árduo.

22 de maio de 2015

A maldade humana -Transtornos Antissociais da Personalidade - Luiza Gosuen

"A maldade humana é um abismo com forte poder de magnetismo, que arrasta a pessoa para o inferno dentro de si mesma. Um vácuo de sentimentos que toma conta de pensamentos mórbidos e que tem como objetivo atos insanos, repugnantes e doentios desprovidos de qualquer sensibilidade." Luiza Gosuen


A maldade humana é um traço da personalidade que pode ser desenvolvida ou não, como qualquer outra característica que trazemos em nosso DNA. Pode se desencadear já na tenra idade, quando o bebê tem atitudes maldosas e até expressões faciais que demonstram seu desagrado e até raiva por coisas simples, manifestando comportamento agressivo inclusive com a própria mãe, como por exemplo sentir prazer em morder o bico do seio da mãe na hora das mamadas e algumas vezes com extrema força capaz de machucar e sangrar . Mesmo sendo repreendidos, reproduzem esse comportamento como forma de ameaça ou de prazer em ferir. 


A maldade continua em casa entre irmãos e também na escola, quando junto a outras crianças , professores e funcionários da escola, desferindo mordidas, empurrões, bater no rosto, puxar cabelo, depreciar o outro com xingamento ou desprezo, jogar objetos em manifestações de birra ou simplesmente para quebrar e destruir o que for do outro. Algumas vezes, verificamos que esses comportamentos envolvem também práticas violentas com animais, como por exemplo, puxar o cachorro pelo rabo, bater com objetos no animal, tentar furar os olhos do gato, enterrar um animal vivo, etc . O mesmo acontece com as plantas, ao arrancar as folhas e galhos toda vez que passa perto de uma planta ou árvore, esmagar uma flor  e pisotear um jardim. E na fase adulta cometem  maldades como queimar mendigos e animais vivos, trotes humilhantes e assassinatos no  trânsito sem nem mesmo olhar para trás.

Muitas vezes achamos que são atitudes normais de criança ou competição para conquistar seu espaço e, em alguns casos podem até ser, mas quando são atos repetitivos e/ou violentos é preciso ficar atento e conduzir essa energia de maneira que seja produtiva e que possa gerar sociabilidade, comprometimento saudável e prazer no convívio com outro ser humano. 

Os sentimentos de inveja, raiva, preconceito, irritabilidade, intolerância e impaciência são sinais de alerta para que a criança seja ouvida e avaliada com atenção. Não se deve deixar que pessoas sem formação profissional façam uso de rótulos de possíveis problemas emocionais ou de anormalidade para com essa criança. Sempre buscar a orientação de um Psicólogo para a avaliação, orientação correta e tratamento terapêutico. Pode existir traços hereditários que se bem conduzidos, principalmente com o comprometimento dos pais e professores podemos conseguir êxito total. 

A carência afetiva, privação de necessidades básicas, agressões físicas e abusos sexuais podem contribuir _ (não categoricamente) _ para o potencial elevado de atitudes agressivas com a finalidade de ser notado no grupo ou então, ao contrário, quando há inibição de comportamentos e emoções em que uma hora poderá se manifestar de forma violenta num gesto de explosão, como forma de vingança por tudo que passou. 

Essas manifestações podem acontecer na infância, adolescência ou na fase adulta e a pessoa que era considerada tranquila e pacata pode agora ser um delinquente, onde essas mágoas se manifestam como surtos psicóticos . Estavam guardadas, represadas e foram repensadas de muitas maneiras e por muitos anos até que, de repente, a pessoa pratica atos de profunda maldade e muitas vezes, comete suicídio em seguida. Existem 3 fatores importantes a serem considerados e que geralmente estão presentes no diagnóstico de um Psicopata que são: 
1- a presença de uma lesão cerebral,
2- uma doença mental (esquizofrenia é a mais comum) 
3- abuso infantil.

O que é um SOCIOPATA? 

A sociopatia é um distúrbio de personalidade antissocial. Não tem cura, no entanto os seus efeitos podem ser controlados através da psicoterapia e da prescrição de medicamentos. A sociopatia funcional indica  ser uma situação sob controle, ou seja, os efeitos da doença em alguns casos, até permitem  sua interação com outras pessoas. Um sociopata não tem apego aos valores morais e é capaz de simular sentimentos, fingir para conseguir manipular outras pessoas. Além disso, a sua incapacidade de controlar suas emoções negativas torna muito difícil estabelecer um relacionamento estável com outras pessoas. Eles podem tornar-se perigosos ao exibir comportamentos criminosos, organizando e liderando seitas fanáticas ou prejudicando todos a sua volta e a si próprios.

Como reconhecer e identificar um sociopata?
Muitos de nós podemos, em algum momento,  ter algum dos traços de sociopatia, porém o que difere entre ser normal e sociopata é a intensidade com que os traços de personalidade se manifestam.

1- Os sociopatas são na maioria das vezes, muito charmosos e carismáticos. Eles tendem a ter uma forte energia sexual, fetiches estranhos e a serem viciados em sexo. São muito bons de lábia, usam muito bem a linguagem a favor deles ou para contar histórias mirabolantes que prendem a atenção de todos. 
Os sociopatas têm delírios de grandeza e acham que merecem obter um tratamento especial pelas pessoas. Eles acreditam ser os donos da verdade e a opinião dos outros não significa nada para eles. É raro ver sociopatas tímidos ou inseguros. Eles têm dificuldade em controlar reações emotivas como raiva, impaciência ou frustração, e estão constantemente descontando nos outros as emoções negativas que sentem.

2- Os sociopatas são espontâneos e ousados. Acham que as normas sociais não são para eles e cometem atitudes bizarras e revoltantes sem pensar nas consequências. Encontramos sociopatas no mundo do crime, apesar do fato de que nem todos são criminosos violentos, na maioria das vezes são estelionatários, cleptomaníacos e mestres na arte da mentira. Eles inventam histórias esquisitas e declarações falsas e conseguem ser convincentes através da confiança que passam e da costumeira assertividade que possuem.

3- Os sociopatas têm perfis de líderes. São dominadores e conseguem manipular e atrair grupo de seguidores, quase sempre de pessoas que tendem a ser mais fracas e passivas, que foram conquistadas pelo charme irresistível do sociopata. Não conseguem sentir culpa ou vergonha pelas suas atitudes e raramente se desculpam pelos erros cometidos , sem se importarem com as consequências emocionais, físicas ou financeiras causadas por suas atitudes. Eles traem, ameaçam e prejudicam as pessoas à sua volta sem sentir um pingo de remorso. Os sociopatas simplesmente não sabem e nem conseguem amar alguém. Vivem de maneira bastante conturbada e só se importam em atingir os próprios objetivos  e fingem compaixão para chegar onde querem porém, são incapazes de sentir compaixão.

4- Fique longe de um sociopata. Fique atento para que um sociopata não venha fazer parte da sua família ou não ser alguém que você ama, pois são muito convincentes. Se perceber que a pessoa tem esses traços, não mantenha contatos e evite situações ou lugares nos quais você possa encontrá-lo. Caso ele insistir em manter contato, fale com jeito e diga que precisa de um tempo para refletir e ficar sozinho. Peça que ele/ela parar de contatar você. Se a pessoa não colaborar e continuar perturbando você, mude o seu número de telefone , o endereço de e-mail e até o endereço residencial se for preciso. Se continuar perseguindo,  procure um advogado para entrar com uma ação cautelar (a pessoa é impedida por lei de contatar você ou de se aproximar).

5- Não enfrente um sociopata. Lembre-se que um sociopata se irrita facilmente, que não gosta de perder a liderança e que fica sempre na defensiva. Tem sempre argumentos para convencer e tendência a partir para a violência. Não corra perigo. Peça ajuda a amigos e parentes para diminuir as chances de que o sociopata possa reagir e agredir você fisicamente. Se não tiver como evitar a presença dele, não faça acusações ou nem mencione um episódio específico no qual o sociopata agiu errado, para não irritá-lo. Ao invés disso, na frente dele, seja mais impessoal e demonstre uma preocupação sincera pela saúde dele/dela e na primeira oportunidade procure ajuda.

6- Se a pessoa com quem você está lidando é da família e se mostrar extremamente violenta ou resistente à mudanças no próprio comportamento, é o caso de pedir um mandato judicial que force a pessoa a procurar tratamento, mas não fale para ele que vai tomar essa atitude, principalmente se for num momento de discussão. Espere acalmar, não retruque e procure ajuda na primeira oportunidade.

7- Encaminhe-o a  um profissional , Psicólogo ou Psiquiatra,  para um diagnóstico preciso e para ajudá-lo com esse distúrbio.

A relação entre Maldade e Empatia, nos Psicopatas

A empatia é uma válvula de segurança, uma capacidade natural que temos de identificar o que outra pessoa está pensando ou sentindo e responder com uma emoção apropriada que pode ser de tristeza ou alegria, ativando então a empatia. É também essa habilidade que atua quando se freia um instinto de agredir alguém indefeso ou impedir um terceiro de agir assim, prevendo o sofrimento da vítima. “Maldade é falta de empatia. Você causa mal a alguém porque não está preocupado se a pessoa vai se machucar fisicamente ou emocionalmente”, diz o psiquiatra Fábio Barbirato, da Santa Casa do Rio de Janeiro. 

Quando há lesão em áreas como no córtex pré-frontal medial, que é o controlador dos impulsos, perde-se reações involuntárias como o aumento de batimentos cardíaco e suor na mãos, que são reações normais que temos ao presenciarmos cenas fortes de violência. E quando a lesão ocorre, a dor do outro deixa de ser processada da forma normal, ficando insensível. 
Já a parte anterior da ínsula (glândula que entre outras funções, coordena as emoções) é ativada tanto quando sentimos dor ou quando vemos alguém sofrer um estímulo doloroso. E o Psicopata por ter lesão nessa área não sente compaixão perante situações de emoções.

Nos psicopatas a empatia é zero. Eles não são contagiados pelas emoções alheias e não sofrem remorso. “Há uma área do cérebro abaixo da órbita do olho que integra o caráter. Nos psicopatas, indivíduos que têm defeito na empatia, essa área não se formou direito”, diz a especialista em psicopatia Hilda Morana, doutora em psiquiatria pela Universidade de São Paulo. Mas eles não são os únicos. Há outros diagnósticos associados ao nível zero, entre eles o Transtorno Borderline, de pessoas desreguladas emocionalmente, com tendência a comportamentos agressivos — essas também têm padrões diferentes no circuito da empatia. 

Um pouco acima do nível zero estão pessoas que podem ser capazes de machucar as outras, mas sentirão remorso depois. É o caso daqueles que explodem facilmente durante discussões, chegando à agressão. Nesse caso, o circuito cerebral não funciona suficientemente para inibir os impulsos violentos e a pessoa não percebe estar passando do limite. Num nível ligeiramente acima, a pessoa freia a violência, mas não aquelas situações constrangedoras que podem ofender alguém com palavras ou gestos. 
Esses são o que despertam a zona de alarme para se procurar um Psicólogo antes que os sintomas se agravem podendo fugir dos padrões esperados de normalidade.

O nível de empatia, no entanto, não é determinado no momento do nascimento. “Há uma interação de fatores sociais com causas genéticas que ainda estão sendo investigadas”, diz o indiano Bhismadev Chakrabarti, Ph.D. pela Universidade de Cambridge

De acordo com Dr.Robert Hare, autoridade mundial em psicologia criminal e professor da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), a única característica inconfundível de um psicopata é, exatamente, “a falta de emoções, da capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa para, pelo menos, imaginar seu sofrimento”. Dr. Hare também acrescenta que um psicopata procura entrar na mente das pessoas até tentar imaginar o que elas pensam, mas nunca conseguirá chegar a entender como elas se sentem. Demonstrou-se, inclusive, que um psicopata pode chegar a se relacionar social ou intelectualmente, mas sempre vendo as pessoas como objetos, isto é, retiram do outro seus atributos de pessoa para considerá-lo como coisa.

O Dr. Hare com base na revisão de registros penitenciários e de entrevistas realizadas com criminosos, concluiu que esse tipo de personalidade pode ser avaliado por meio de uma lista de 20 características ou sintomas:
Características interpessoais:
1- Loquacidade . (Eles têm uma boa oratória e charme. São simpáticos e conquistadores).
2- Sensação grandiosa de autoestima.(Têm uma autoestima exagerada. Se acham melhores que os outros).
3- Mentira patológica. (São mentirosos patológicos. Mentem principalmente para conseguir benefícios ou justificar suas condutas).
4- Manipulação. (Têm comportamento manipulador. E, como são espertos, os outros não percebem esse comportamento psicopata).

Características Afetivas:
5- Falta de remorso e de sentimento de culpa. (Não sentem remorso ou culpa. Nunca ficam em dúvida).
6- Afetos pouco profundos. (Quanto à afetividade, são frios e calculistas. Não sentem emoções, mas conseguem simular sentimentos se for necessário enganar).
7- Insensibilidade. (Não sentem empatia. São indiferentes. E até podem manifestar crueldade).
8- Incapacidade de aceitar a responsabilidade pelas próprias ações. (Não aceitam que cometem erros e não assumem a consequência de seus atos. Eles raramente procuram ajuda psicológica, porque acham que o problema é sempre dos outros).

Características de Estilo de Vida:
9- Vida parasita. (Gostam de estilo de vida parasitário, vivem isolados).
10- Falta de controle comportamental.(Agem e vivem descontroladamente).
11- Impulsividade. (Eles se comportam impulsivamente. Com ações recorrentes que não são premeditadas, junto com a falta de compreensão das consequências de suas ações).
12- Falta de metas realistas no longo prazo.(Não têm metas a longo prazo. Vivem como nômades, sem direção).
13- Irresponsabilidade.(Não levam nada a sério, não se preocupam com nada e nem ninguém).
14- Egocêntricos .(Necessitam de estímulo constante. Ficam aborrecidos facilmente).

Características Antissociais
15- Problemas precoces de comportamento. (Demonstram problemas de conduta desde a infância).
16- Delinquência juvenil.(Tendem a praticar delitos na juventude).
17- Várias relações maritais breves. (Acumulam muitos casamentos de curta duração. Não se comprometem por muito tempo para não ter que manter nenhum vínculo).
18- Conduta sexual promiscua. (Têm tendência a uma vida sexual promíscua, com vários relacionamentos breves e ao mesmo tempo. Gostam de falar sobre suas conquistas e proezas sexuais).
19- Versatilidade criminal.(Eles têm versatilidade para a ação criminal. Eles preferem golpes e delitos que requerem a manipulação de outros).
20- Revogação da liberdade condicional.(Tiveram a revogação de sua liberdade condicional).

O Dr.Michael Stone é um Psiquiatra-Forense, estudioso e especialista em assuntos sobre a maldade humana. Ele classificou a maldade em 22 níveis e desenvolveu uma escala onde classifica assassinos, psicopatas e sociopatas de acordo com os crimes cometidos, o teor de crueldade, torturas e brutalidades usadas no crime. A escala varia desde o homicídio justificado como auto-defesa passando por  assassinatos com crimes passionais, estupro prolongado até crimes com tortura . São níveis que vão aumentando conforme a gravidade do ocorrido e do grau de perversidade usado para cometer o crime.

Como se classifica a Maldade Humana

O estudo tem como objetivo entender  o que motiva e impulsiona  essas atrocidades, considerando o contexto social e traumas psicológicos.
Alguns dos  serial Kellers  considerados extremamente violentos, foram analisados e não estavam em nível alto na escala, ou seja cometem o crime como forma de vingar algo que em sua mente precisa ser resolvido e feito justiça com as próprias mãos, mas não usam de torturas ou esquartejamentos.
Já, outros  que cometeram crimes não tão violentos ,estavam num nível alto da escala. Isso se dá em relação às atitudes cometidas perante o fato e, quando avaliados em sua personalidade , alguns  deles  até ultrapassavam o nível mais alto da escala como assassinos delirantes, frios e calculistas o que vem comprovar que nem sempre o crime e a maldade empreendida dependem do fato e sim, muitas vezes, são crimes hediondos onde a maldade é por pura maldade, pelo prazer em exterminar . 

São mentes perversas levadas ao extremo e que vivem no limite entre o imaginário e o real, instigadas por convicções irreais ou atormentados por vozes. Os Psicopatas são desprovidos de medo e a ausência dessa emoção os deixa sem preocupação com desaprovação social ou com senso do bem ou do mal. Podem matar seguidas vezes e não demonstram inibição em cometer crimes.

Scale of Human Evil (Escala da Maldade Humana) -  Dr. Michael Stone

1 - Aqueles que matam em legítima defesa, e que não apresentam traços de psicopatia (são pessoas normais)
2 - Os amantes ciumentos que cometeram assassinato; embora egocêntrico ou imaturo, não são psicopatas (são pessoas normais)
3 - Cúmplice de assassinos:  pessoas de personalidade distorcida, traços anti-sociais 
4 - Aqueles que matam em legítima defesa , mas provocam suas vítimas ao extremo, antes de matar.
5 - Pessoas traumatizadas, desesperadas que mataram parentes abusivos ou outras pessoas, mas que mostram remorso por seus crimes e não são psicopatas. 
6 - Pessoas impetuosas, assassinos de cabeça quente, que matam em ataques de fúria, mas sem traços de psicopatia. 
7 - Pessoas narcisista-psicóticos, que se acham melhores que todos, mas não são psicopatas, que matam pessoas próximas a eles por motivos torpes.
8 - Pessoas não-psicopatas com raiva latente. Estão sempre mal-humorados e com raiva de tudo e todos, e que matam quando a raiva é inflamada. 
9 - Os amantes ciumentos e violentos com características claras para desenvolver psicopatia . 
10 - Killers, eliminam pessoas que podem atrapalhar  como testemunhas. Extremamente egocêntricos, mas não  são psicopatas 

11 - Psicopatas que matam pessoas que estão em seu "no caminho", tais como amigos próximos ou até mesmo membros da família. 
12 - Psicopatas sedento de poder, megalomaníacos que matam quando estão "encurralados". 
13 - Psicopatas  de personalidade violenta e bizarra, assassinos que estão sempre em crise, cheios de ódio e com comportamentos inadequados , sendo a raiva o motivo de suas mortes. 
14 - Psicopatas impiedosamente maquinadores,  egocêntricos e autocentrados que matam para beneficiar-se, planejam e montam o esquema.
15 - Psicopatas que cometem matanças desenfreadas . Planejam os assassinatos a sangue frio. Podem formar grupos (assassinos múltiplos)
16 - Psicopatas que cometem vários atos viciosos, com repetidos atos de violência extrema. 

17 - Psicopatas sexualmente perversos que cometem crimes em série com torturas. O estupro é o principal motivo. A  vítima é morta para esconder evidências. 
18 - Psicopatas assassinos torturadores, onde o assassinato é o principal motivo e a vítima é morta depois de uma tortura não prolongada. 
19 - Psicopatas que fazem  terrorismo, subjugação, intimidação e estupro, mas que não cometem assassinato. 
20 - Psicopatas assassinos  torturadores , onde a tortura é o principal motivo, mas são  pessoas com psicoses distintas (como esquizofrenia). 
21 - Psicopatas torturadores que não matam suas vítimas, mas cometem  tortura extrema, até o último limite. 
22 - Psicopatas assassinos torturadores, onde a tortura é o principal motivo e matam suas vítimas. Na maioria dos casos, o crime tem um fator de motivação sexual, algumas vezes por motivos inconsciente.

Como se diferem os Psicopatas

O psiquiatra norte-americano Hervey M. Cleckley,  pioneiro na pesquisa sobre psicopatia, identificou quatro subtipos diferentes de psicopatas:
Os PSICOPATAS PRIMÁRIOS não respondem ao castigo, à apreensão, à tensão e nem à desaprovação. Parecem ser capazes de inibir seus impulsos antissociais quase todo o tempo, não devido à consciência, mas sim porque isso atende ao seu propósito naquele momento. As palavras parecem não ter o mesmo significado para eles que têm para nós. Não têm nenhum projeto de vida e parecem ser incapazes de experimentar qualquer tipo de emoção genuína.
Os PSICOPATAS SECUNDÁRIOS são arriscados, mas são indivíduos mais propensos a reagir frente a situações de estresse, são beligerantes e propensos ao sentimento de culpa. Os psicopatas desse tipo se expõem a situações mais estressantes do que uma pessoa comum, mas são tão vulneráveis ao estresse como a pessoa comum. São pessoas ousadas, aventureiras e pouco convencionais, que começaram a estabelecer suas próprias regras do jogo desde cedo. São fortemente conduzidos por um desejo de escapar ou de evitar a dor, mas também são incapazes de resistir à tentação. 
Tanto os psicopatas primários como os secundários estão subdivididos em:
PSICOPATAS DESCONTROLADOS: são os que parecem se aborrecer ou enlouquecer mais facilmente e com mais frequência do que outros subtipos. Seu delírio se assemelhará a um ataque de epilepsia. Em geral também são homens com impulsos sexuais incrivelmente fortes, capazes de façanhas assombrosas com sua energia sexual. Também parecem estar caracterizados por desejos muito fortes, como o vício em drogas, a cleptomania, a pedofilia ou qualquer tipo de indulgência ilícita ou ilegal.

PSICOPATAS CARISMÁTICOS: são mentirosos, encantadores e atraentes. Em geral são dotados de um ou outro talento e o utilizam a seu favor para manipular os outros. São geralmente compradores e possuem uma capacidade quase demoníaca de persuadir os outros a abandonarem tudo o que possuem, inclusive suas vidas. Com frequência, esse subtipo chega a acreditar em suas próprias invenções. São irresistíveis.

**As torturas usadas por eles vão desde amedrontar com palavras e gestos violentos, com uso de arma ou aparelhos de tortura, chegando a confinamentos, privações, estupros, afogamentos, queimaduras e terminam com esquartejamento, mutilações e até canibalismo.

*** A Psicopatia ainda se encontra invisível na Justiça brasileira, não há uma delimitação criminalística de atuação severa neste ramo. Nossas leis são muito brandas e impera a impunidade e o paternalismo na maioria dos casos. O próprio ramo de Psicologia Criminal ainda é escasso se comparado à necessidade da demanda criminal no Brasil. A psiquiatria em nosso país é pouco procurada, com pouquíssimos profissionais e as instituições universitárias eram, como ainda são, numericamente escassas e concentradas geograficamente.