31 de janeiro de 2015

Enxaqueca, como me livrei dela - Luiza Gosuen

"Enxaqueca, uma dor intrigante que embaralha os pensamentos, confunde a visão, retira o humor e altera o fluxo das atividades normais." Luiza Gosuen 



Desde pequena, convivi com esse transtorno que foi crescendo junto comigo e que só na fase adulta consegui sozinha, descobrir qual a causa. Quando eu era criança sofria de problemas digestivos e o médico dizia que eu estava com anemia pois não conseguia me alimentar direito e era muito magrinha , chorava muito e minha mãe também não sabia o motivo do incômodo. A recomendação médica era dar mamadeira, mingau, vitaminas, tudo com leite.

O médico tentava fazer com que eu conseguisse melhorar meu estado físico e fui até diagnosticada com anemia profunda, com risco de vida, tendo no máximo 3 meses de vida e foi recomendado que eu tomasse mais leite.

Minha mãe percebeu que  essa dieta não estava dando certo e por conta dela, sem dizer nada ao médico, mudou de leite para ovos e me dava ovos crus. Meu pai me entretia brincando comigo e quando eu me distraía minha mãe colocava um ovo cru inteiro em minha boca e eu engolia, no susto.

E foi assim que consegui superar a anemia e sobreviver, mas minha mãe não sabia que o leite não era bom para mim, simplesmente achou que os ovos acabaram com minha anemia.

Durante a infância continuei a ter problemas de dores de cabeça, mas não tão frequentes, - não tenho dados sobre como foi o percurso dessa fase e se foi alterado alguma forma na alimentação - mas me lembro também que, tinha o diagnóstico  de que as dores de cabeça poderiam ser por problema de vista, já que sempre gostei muito de estudar e também porque gostava de ficar na primeira carteira, perto da lousa.

Outra opinião também ventilada - e dessa vez pela minha professora - era de que eu tinha o cabelo muito comprido e, por ser um cabelo pesado, achava que isso também influenciava nas dores de cabeça e, assim, tive que cortar o cabelo.

Como podem ver, passei por muitos caminhos e nenhum deles foi capaz de solucionar o meu problema da dor de cabeça  e até mesmo os médicos que me atenderam na adolescência cogitaram a possibilidade de ser devido ao fluxo menstrual intenso.

Depois que me casei, durante minha gravidez, as dores também foram diagnosticadas como sendo manifestação de TPM; portanto, opiniões eram o que não me faltavam.

Foi só na fase adulta que resolvi entender o que acontecia comigo e agora já sabia que não era dor de cabeça e sim enxaqueca, e começei a observar e anotar tudo que eu fazia e comia .

Um dia ouvi uma entrevista com uma especialista em alimentação que comentava sobre o leite e os seu derivados, e o quanto esse alimento é prejudicial à saúde de muitos seres humanos por ser um alimento específico pra os filhotes da vaca e também que cada pessoa tem o tipo sanguíneo diferente e cada tipo teve sua origem em regiões de países diferentes e se tornou característica de cada povo de acordo com o local e a atividade desenvolvida pelas pessoas daquela região (**).

Percebi que eu gostava e usava muito leite e seus derivados em minha alimentação e resolvi observar melhor minha dieta e, sendo mineira, consumia muitos queijos, coalhadas, iogurtes, requeijão, e todo tipo de doces e quitutes tudo feito com muito leite.

Naquele dia, ouvindo a entrevista, eu estava com uma forte enxaqueca e lembrei-me que tinha comido queijo pela manhã. Resolvi então ficar 2 dias sem tomar leite e sem comer nada que levasse leite na receita. E passei dois belos dias sem nenhuma dor - o que para mim era como estar no paraíso, mas era preciso confirmar .

Então, na manhã seguinte, resolvi tomar leite  e, algumas horas depois,  a enxaqueca estava de volta. Fiz esse teste de diferentes maneiras e constatei que se eu ficasse dois ou mais dias sem leite, ficava sem nenhuma dor, mas se eu voltasse com o leite ou algum derivado, tudo se repetia.

Constatei também que, se o tempo de abstinência fosse maior que 3 dias, eu até poderia tomar um iogurte ou uma fatia de queijo ou até uma taça de sorvete, mas depois precisaria ficar novamente sem comer nada de leite por uns 10 dias para que o organismo voltasse ao equilíbrio novamente, sem nada de lactose.

Isso já faz 12 anos e sei que tenho intolerância à lactose e que atitudes simples me fez ficar livre dessa dor horrível, que me deixava triste, mau-humorada, sem querer falar com ninguém, sem vontade de estudar ou mesmo de sair .

Agora posso ter uma vida com mais qualidade. Percebi também que se ficasse deitada, a dor piorava. Era melhor me levantar, movimentar e tentar fazer alguma coisa que eu gostasse. Às vezes, quando a dor incomodava era preciso tomar um analgésico e logo já estava tudo bem.

Outro detalhe era que, se eu estivesse de brincos, também piorava a dor e ao tirá-los e massagear a ponta da orelha eliminava a dor de maneira considerável.
Outro componente que também amenizava minha dor era tomar uma xícara de café - a cafeína é um dos componentes de alguns analgésicos para enxaqueca - e nada de ficar deitada em quarto escuro, isso só piorava.

Eu tinha aprendido que colocar rodelas de batata crua na testa e nos olhos podia ajudar a eliminar a dor. Até melhorava, pois refrescava, porém se eu me levantasse tomasse um banho, um café quentinho o resultado era bem mais rápido.

Também evitava ficar em locais onde tinha som ligado ou TV. Deixava para ligar o computador só depois que a dor passava. Passei a consumir produtos à base de soja enriquecidos com cálcio.

Essa é minha experiência. Espero que você possa encontrar o que dá o gatilho para sua enxaqueca. Algumas pessoas perceberam que bebidas alcoólicas, chocolate, amendoim, embutidos como salame, calabres

a e salsicha também estimulam a dor .
Faça uma observação e anote tudo. Vale a pena o sacrifício
(**) Livro recomendado : Você e seu Sangue - Heloísa Bernardes - HLB-Cursos e Serviços

Síndrome do Pânico. Um medo oculto - (TESTE) - Luiza Gosuen


"De repente, alguém sem motivo aparente diz estar sentindo falta de ar, boca seca, sensação que vai desmaiar, as pernas tremem, ondas de calor ou de frio, sensação estranha no peito, sufocamento e medo de morrer.
Estes são alguns dos sintomas mencionados para as pessoas acometidas pela Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico, mais um dos transtornos psicológicos gerados pela intolerância  e sobressaltos da vida moderna e que eu defino como:  Medo Oculto." Luiza Gosuen
          
        “O medo é um alarme que estremece, inquieta todos os sentidos e paralisa as                     ações. Algumas vezes, pode ajudar a nos proteger, outras vezes se não for                       dominado, pode até nos matar."  Luiza Gosuen

Algumas vezes, tudo é confundido com os sintomas de Ansiedade frente a situações novas ou que causam estresse, porém na Síndrome do Pânico que é uma doença psiquiátrica, suas manifestações são mais intensas e surgem inesperadamente, sem que a pessoa  tenha nada de novo acontecendo em sua vida. Ela estava bem e em questão de segundos surge essa sensação que a pessoa julga estar enlouquecendo ou que vai morrer, com isso o sistema normal do organismo dispara um alerta para que a pessoa possa reagir a essa ameaça e como não tem nenhuma ameaça iminente, o alerta dado foi desencadeado desnecessariamente, causando então o descontrole das sensações e o medo irracional por algo que não está acontecendo.

Ansiedade é um estado emocional normal e comum. Todos nós sentimos e passamos quase todos os dias por um ou outro motivo como as preocupações geradas pela vida agitada, desemprego, dívidas, provas de vestibular, doenças em família, morte de pessoas queridas etc... Ela surge por receio de não conseguir realizar a atividade no tempo previsto, de não ser aprovado ou qualquer outro fracasso, mas são situações contornadas e muitas vezes até sem a necessidade de medicamentos. Já quando a ansiedade é patológica, ou seja, deixa de ser uma preocupação e sim um sofrimento intenso, causando prejuízo em sua vida produtiva, afetiva e social, passa a ser um dos sintomas agravante da Síndrome do Pânico. 

O Transtorno do Pânico é mais comum em jovens e mulheres, com frequência menor em homens. Atribui-se os fatos de problemas de alterações hormonais e instabilidade emocional  contribuírem  para as crises nas mulheres, devido ao registro de maior incidência de casos nessa fase, porém não se tem comprovação científica.

Não se sabe o porque isso ocorre já que não é em decorrência de problemas físicos. Surge subitamente, com ou sem fatores desencadeantes, se instala causando muitos prejuízos ao paciente e, mesmo depois de um tempo sem as crises, os ataques de pânico poderão ser recorrentes dependendo da situação que o paciente enfrentar - ou com um problema semelhante ao que gerou a situação original ou com um outro episódio que cause novo transtorno. 

O que para muitos pode ser uma situação corriqueira, para quem está com o Transtorno do Pânico pode ser um sofrimento terrível. O que sabemos com certeza é que uma mudança radical ocorre na vida do indivíduo. A pessoa que tinha uma vida tranquila e despreocupada, depois do transtorno se torna mais atenciosa e mais atenta a tudo, com medo que possa voltar a acontecer e, a pessoa que era  agitada e confiante agora fica insegura, mais reservada se preservando ou se isolando com medo de ficar em algum  lugar público, sozinha, sem poder resolver a situação e ficar sem ajuda.

Existe o caso em que a Síndrome do Pânico pode ser instalada por uso indevido de medicamentos como os que são usados para emagrecer, sem nenhum controle ou orientação médica ou em casos de uso de psico-estimulantes como drogas e, nesses casos, o Transtorno do Pânico é originário de forma secundária, ou seja, foi provocado e surgiu devido aos efeitos de anfetaminas usadas de maneira indevida pela pessoa e então, o pânico se instala em decorrência de outra patologia.

É importante um diagnóstico preciso  para se poder ter um resultado satisfatório no tratamento que deve ser aliado a uma terapia comportamental , com um psicólogo que o acompanhe de maneira gradual e progressiva, sem causar sofrimento ainda maior ao paciente, preparando-o para enfrentar as situações que originaram esse trauma e ao mesmo tempo que seja capaz de retornar à sua vida sem os receios que bloqueiam suas atividades.

O tratamento pode variar a intensidade de acordo com a reação de cada paciente. Normalmente, o tratamento pode chegar até 1 ano e no início a sensação é que está piorando, mas depois de 3 a 4 semanas os efeitos de melhora começam lentamente a aparecer, só agravando se o tratamento for interrompido .
Em saúde mental, o conceito de cura tem uma conotação diferenciada, pois a importância primordial está em devolver a qualidade de vida ao paciente. Os transtornos mentais são amenizados e controlados pelos medicamentos e, dependendo do que foi usado, poderá causar dependência, caso não tenha acompanhamento do psiquiatra. O que não pode haver é automedicação.

A família sempre tem importância fundamental no tratamento e consequente resultado na recuperação do paciente. O apoio sem cobranças, a participação nas atividades incentivando o paciente a retornar ao que gosta, respeitando seu limite e o resultado do tratamento. Verificar se o paciente não irá fazer uso de drogas durante o tratamento, pois poderá desencadear novas crises de pânico. Portanto, se o tratamento for o correto, a melhora poderá ocorrer.

Teste para síndrome do pânico

Se você tem sentido crises  de forma inesperada, abrupta e sem motivo aparente, avalie quantos desses  sintomas  você apresenta durante a crise:

• Contração muscular (rigidez)
• Taquicardia, Palpitações (o coração dispara)
• Tontura, atordoamento, náusea
• Dificuldade de respirar (boca seca)
 Dormência ou formigamento
• Calafrios (ondas de frio) ou Sudorese (ondas de calor)
• Sensação de "estar sonhando" ou distorções de percepção da realidade
• Terror - sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a
acontecer e de estar impotente para evitar tal acontecimento
• Confusão, pensamento rápido
• Dificuldade para relaxar e dormir
• Medo de perder o controle e fazer algo embaraçoso. Irritabilidade.
• Medo de morrer , dor no peito.
• Vertigens ou sensação de debilidade, desmaio. 

Atenção : Se apresentar 4 ou mais sintomas: procure um médico. 
Você pode estar manifestando sinais de uma síndrome do pânico.

Importante: É essencial lembrar que o teste não serve como diagnóstico, serve apenas como uma ferramenta de autoconhecimento  e  não substitui a consulta com um médico, seja ele um psicólogo, psiquiatra ou de outra especialidade, sendo necessária a visita ao consultório médico. 

30 de janeiro de 2015

TDAH- Hiperatividade - (TESTE) - Luiza Gosuen


TDAH- é um Transtorno do Déficit de Atenção com hiperatividade,  mais comum em meninos, e pode variar a idade, desde pequeninos  até a adolescência, sendo que alguns casos em adultos já foram constatados.

Na prática, significa uma pessoa que não sossega, não consegue ficar quieta, não consegue permanecer sentada em nenhum lugar ou situação como numa igreja, hospital ou sala de aula.

Normalmente, percebemos esses sintomas já na criança de tenra idade, que vão se agravando no período escolar, quando essa criança apresenta dificuldade de concentração,desviando a atenção para várias coisas ao mesmo tempo e incomodando colegas e professores.

Esse transtorno surge devido ao  mau funcionamento no cérebro, no Lobo pré-frontal, que altera o comportamento, dificultando atividades que envolvam concentração, memória e atenção.

Algumas vezes, podemos estar diante de uma pessoa com inteligência acima da média e, portanto, determinado assunto pode se tornar enfadonho por achar muito banal ou fácil. Essa situação é diferenciada e o professor ou os pais devem estar atentos para não confundirem Hiperatividade com criança super dotada.

Outra situação comum é os pais serem chamados a escola, para que seja revelado a eles o "diagnóstico" de que seu filho é Hiperativo, quando na verdade é uma criança sem limites ou até sem educação.

Vejamos as diferenças: criança sem limites não suporta ser contrariada, tudo tem que ser do jeito dela, na hora que ela quer, não sabe esperar e não sabe obedecer.
Nesse caso, os pais é que precisam ser alertados e orientados na maneira de como resolver essa situação. Geralmente, ocorre em caso onde a criança é filho único e toda a atenção da família se desdobra para satisfazer suas vontades ou, em caso extremo, onde a criança tem muitos irmãos e a falta de atenção que lhe seria necessária para reverter em carinho é pouca ou inexistente,tornando-a incontrolável, pois usa esse comportamento inadequado para chamar a atenção sobre si.

Já no caso da criança sem educação, observamos a falta de respeito para com todas as pessoas, inclusive provocando brigas e até agressões físicas a colegas de classe.
Não tem princípios de ordem, deixa tudo jogado, quebra objetos sem considerar nenhum valor e não obedece ordens.

Então, como saber diferenciar? Quais os sintomas das crianças com Hiperatividade?

São eles:
- distraem-se com facilidade,
- falam muito e às vezes alto demais e fora de hora;
- não conseguem ficar quietos (tem muita energia);
- impulsivas e propensas a se machucarem;
- muito curiosas;
- pouca tolerância à frustração;
- fazem birras para conseguir o que querem;
- precisam que lhes deem muita atenção;
- não conseguem terminar o que começam;
- mexem em tudo(principalmente em lojas ou quando vão em visitas com os pais a algum lugar).

Alguns sintomas podem surgir também em decorrência da perda da visão ou audição, o que faz  com que a criança tenha maior mobilidade em sala de aula, precisando sair do seu lugar a todo instante para que possa enxergar a lousa ou escutar a professora.

Pode ser ainda por estresse emocional ou algum problema de saúde como convulsões. Por isso a necessidade, dos pais e dos professores, manterem sempre contatos para que se identifique o que está acontecendo também no núcleo familiar.

Geralmente são crianças inteligentes, mas o comportamento inadequado os afasta de outras pessoas e aí piora os sintomas.

Esses comportamentos podem ser direcionados com a ajuda de um profissional e com pais atentos e dispostos a ajudar, pois será preciso muita paciência para superar esse desafio, isto porque normalmente os pais já estão esgotados e também precisam de orientação.

O tratamento pode ser  medicamentoso e terapêutico para ajuste do comportamento aos padrões que possam ajudar a criança a se manter centrada, organizada e produtiva.

Alguns alimentos servem como "gatilho" deflagrador dos sintomas da hiperatividade, como o leite , ovos, carnes vermelhas, alguns peixes, chocolate e alguns carboidratos .
É aconselhado uma dieta pobre em açúcar refinado, doces em geral, alimentos processados com corantes e gorduras hidrogenadas presente em muitas guloseimas.
Algumas frutas também podem ser prejudiciais ,entre elas a laranja, morango ,frutas secas bem como alimentos cultivados com agrotóxicos que contenham organofosforado em sua formula. Um nutricionista fará a orientação adequada para cada caso e idade.

A prevenção pode ser feita durante a gravidez, quando se sugere que as mães evitem bebidas alcoólicas, café e chá.
A exposição ao chumbo, como em contato com alguns tipos de tintas e objetos de cerâmica esmaltada é desaconselhada.
Um teste importante a ser realizado é o Mineralograma Capilar que identifica as quantidades de minerais existentes na mãe comparado com a tabela esperada.

Um teste para ajudar na orientação de pais e professores.

Responda a essas perguntas:

1- A criança é excitável? (não para nem um momento)
2- A criança é impulsiva?  (não pensa para agir ou responder)
3- A criança tem dificuldade de aprendizagem? (não consegue entender o que é explicado)
4- A criança tem inquietude exagerada? (mesmo sentada, está agitada)
5- A criança costuma ser destruidora? (quebra tudo que à sua frente)
6- A criança é briguenta e agressiva? (bate nas outras crianças  ou nos irmãos e se diverte com isso)
7- A criança é insociável? (não tem amigos,não sabe compartilhar)
8- A criança começou a praticar pequenos roubos? (pega coisas dos outros e diz que não pegou)
9- A criança no geral é muito infantil? (gosta de chamar a atenção)
10-A criança frequentemente se distrai com facilidade? (qualquer barulho ou movimento tira-lhe a atenção em sua atividade)
11-A criança costuma começar muitas atividades, mas não termina nenhuma? começa algo, perde o interesse e já passa para outra)
12-A criança costuma reclamar de dor de cabeça? (as atividades aborrecem e causa-lhe mal-estar)
13-A criança mostra traços de crueldade? (maltrata animais, plantas e não tem sensibilidade para coisas boas)
14- A criança é classificada como muito travessa pelos familiares e amigos da família? (em casa e com familiares também faz travessuras)
15-A criança é briguenta com todos? (não respeita ninguém)
16-A criança costuma molestar outras crianças? (frequentemente, atormenta e discrimina outras crianças, para se divertir)
17-A criança em problemas de sono? (dificuldade para adormecer, agita-se muito, fala dormindo, tem pesadelos, range os dentes)
18-A criança costuma deixar tudo espalhado? (não consegue colocar ordem em nada)
19-A criança não consegue obedecer ninguém? (dá muito trabalho para obedecer ordens)
20-A criança costuma ser muito falante? (fala o tempo todo, só ela quer falar e em alto volume)
21-A criança costuma não ter direcionamento? (está sempre correndo  para muitas direções e nem sabe o que quer)
22-A criança costuma ter raivas intensas? (crises de descontrole emocional)
23-A criança costuma frustra-se ante qualquer esforço? (antes de começar já está entediado ou fazendo birra)
24-A criança apresenta dificuldade escolar? (na escola não consegue aprender, atrapalha a aula e não faz a lição)
25-A criança tem pouca noção de perigo? (machuca-se com facilidade e provoca muitos acidentes)


Analisando o resultado:

*Considerar apenas as respostas afirmativas, com "SIM".

*Deve ter no mínimo 12 respostas afirmativas, para se considerar Hiperatividade.
*Não é considerado respostas como "Algumas vezes"
*Não confundir conceito de criança mal-educada/manhosa/sem-limites/ maldosa/preguiçosa.
*Avaliar se a criança não está acima da média em nível intelectual, pois se for uma criança superdotada, poderá sentir- se desmotivada em participar das atividades programadas por ser considerada fácil demais para ela.
*Lembre-se que Hiperatividade é um descontrole de concentração, que leva a outras atitudes comportamentais.
*Procure um Psicólogo para ajudar com o problema. Em alguns casos mais severos, pode ser preciso o tratamento médico e uso de medicamentos.
*Verificar a postura dos pais e como se comportam com a criança e também como é o convívio familiar.
*Verificar o relacionamento do professor com a criança.

Este material (teste) não é uma ferramenta para diagnóstico. 
Serve como uma orientação para pais e professores.
Procure um psicólogo para uma avaliação efetiva.


Transtorno Depressivo -(TESTE) - Luiza Gosuen

Frequentemente, diz-se estar depressivo toda vez que algo ruim nos acontece ou quando uma tristeza nos aflige. Também é frequente ouvirmos alguém vir de uma consulta médica com esse diagnóstico quando o quadro é  falta de ânimo, choro com facilidade, isolamento e sono excessivo.

Nem sempre esse quadro revela sintomas de uma Depressão ou Transtorno Depressivo que se caracteriza por uma gama variada de sintomas, que pode ser diferente em cada paciente, tanto na intensidade quanto na maneira de se manifestar.

Uma grande parte da população, em algum momento, já sofreu de Depressão, principalmente entre pessoas jovens na faixa de 15 a 30 anos, sendo que não é incomum diagnosticarmos também em crianças que sofrem de rejeição, problemas escolares, preconceitos, doenças hereditárias ou degenerativas, separação dos pais, morte de um ente querido etc.

É comum também entre pessoas idosas que foram abandonadas em asilos, que sofrem de maus tratos, que passam por tratamentos intensivos, que sofrem de doenças crônicas tornando-os dependentes ou que perderam pessoas queridas de maneira trágica ou não.

Nos jovens a frequência verificada tem sido devido a alteração hormonal que leva a um desnível do humor, variando desde uma melancolia à agressividade. Temos, ainda, o uso de substâncias tóxicas, preconceitos raciais, preferências sexuais, rejeição por sua imagem, desilusão amorosa, entre outros.

Os sintomas mais observados da Depressão são:

-Perda do apetite com redução de peso ou
 aumento do apetite com ganho de peso.
-Insônia ou Hipersônia (que é o desejo de dormir o tempo  
 
 todo).
-Perda de interesse por atividades cotidianas.
-Hiperatividade física ou sedentarismo.
-Redução do desejo sexual.
-Perda da energia ou sensação de fadiga.
-Sentimentos de desamparo.
-Auto reprovação.
-Culpa
-Redução da habilidade de concentração.
-Frequentes pensamentos de morte e suicídio.

Como vemos, aqui estão citados os sintomas mais comuns, porém existem muitos outros que podem incorporar ao diagnóstico. E não é preciso que todos se manifestem para se constatar o transtorno que poderá se patentear  com um único sinal ou com a somatória de outros.

Um sintoma fisiológico observado nos exames é quando acontece a desregulação do eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal, que leva a uma alteração no metabolismo podendo causar efeitos adversos do Hormônio do Estresse, sobre o Hipocampo que é a área da memória e do sistema límbico (emoções), que no caso da Depressão vai ocorrer diminuição no armazenamento  e processamento de informações de fatos do cotidiano, proporcionando prejuízo na concentração e dificuldade de memorizar fatos recentes.
A amígdala, outra estrutura do sistema límbico responsável pelas emoções, também tem sido muito estudada nos transtornos depressivos quando ocorre a redução do metabolismo cerebral e o aumento do metabolismo de glicose. Essas alterações no metabolismo modificam os sinais estressores, podendo levar a quadros de pensamentos obsessivos diante de algum acontecimento inusitado na vida do paciente. Essas regiões do cérebro responsáveis por respostas negativas, usam de neurotransmissores que são substancias que podem dar o start na depressão. As substâncias mais comuns são a serotonina e a noradrenalina - responsáveis por funções básicas como controle da dor, regulam o sono e o humor. Quando acontece um desequílibrio na produção dessas substâncias, a doença pode se manifestar.

Estudos recentes mostram que inflamação do cérebro pode se manisfestar e desenvolver devido a situações depressivas em decorrência de traumas e estão sendo medidas pela medicina nuclear, usando imagens por tomografia (PET)- tomografia por emissão de pósitrons. O pósitron é uma antipartícula do elétron que tem carga positiva (diferente da carga normal do elétron que é carga negativa, mas nesse caso é produzida artificialmente para captar a imagem)
Esse PET-scan  é indicado quando se tem suspeita de um câncer, para fazer uma avaliação e tratamento do tumor, normalmente ocorre em pessoas que já sofreram infartos ou para avaliar funções do cérebro caso apresente alguma alteração, pois avalia o metabolismo da estrutura analisada.

Voltando à pergunta inicial "Estou sem vontade de nada! Estou com depressão?"
Nem sempre essa resposta poderá ser positiva, pois este é apenas um dos sintomas que pode ser apenas um desconforto sendo que você pode estar sem vontade por outros motivos como:
 
-estar no emprego errado que não lhe realiza,
-morando numa cidade ou bairro que não lhe deixa satisfeito,
-trabalhar com pessoas que não se comprometem,
-estar estressado por problemas familiares,
-desilusão amorosa,

Muitas coisas podem tirar seu ânimo e não necessariamente lhe levar a um Transtorno Depressivo. Pode ser algo momentâneo ou que pode ser resolvido tomando uma atitude imediata de resposta positiva que reverta o quadro e possa livrá-lo desse incômodo, caso você queira realmente.

Agora, se o problema se tornar crônico, insolúvel, se não tem perspectiva de melhora ou se lhe incomoda  só de pensar, a ponto de afetar o funcionamento do organismo com sintomas como: cair cabelos, coceiras pelo corpo, intestino preso e, principalmente se autodesvalorizando é melhor, procurar ajuda de um profissional que irá identificar o que poderá estar lhe afligindo.

Teste de Auto Avaliação da Depressão
( de Zung)


Responda rapidamente sem refletir muito e assinale a pontuação numa folha à parte.
1=nunca
2=às vezes
3=frequentemente
4=quase sempre
1. Sinto-me desanimada deprimida e triste
  3  4 
2. De manhã é o momento em que eu me sinto melhor
 2  3  4 
3. Tenho crises de choro ou me sinto como se estivesse a chorar
 2  3  4 
4. Tenho problemas de sono durante a noite
 2  3  4 
5. Continuo a comer tanto quanto comia anteriormente
 3  2  1 
6. Ainda tenho prazer em ter relações sexuais
 3  2  1 
7. Notei que estou perdendo peso
 2  3  4 
8. Tenho problemas de prisão de ventre
 2  3  4 
9. O meu coração bate mais depressa do que o costume
 2  3  4 
10. Canso-me sem motivo
 2  3  4 
11. A minha mente está tão lúcida quanto antigamente
 3  2  1 
12. Tenho facilidade em fazer as coisas que fazia anteriormente
 3  2  1 
13. Sou agitado(a) e não consigo ficar parado(a)
 2  3  4 
14. Sou otimista quanto ao futuro
 3  2  1 
15. Sou mais irritável do que o usual
 2  3  4 
16. Tenho facilidade em tomar decisões
 3  2  1 
17. Sinto-me útil e necessário(a)
 3  2  1 
18. Tenho uma vida muito intensa
 3  2  1 
19. Tenho a sensação de que seria melhor se eu morresse
 2  3  4 
20. Ainda gosto de fazer as coisas que fazia anteriormente
 3  2  1 
Some os pontos obtidos e verifique o resultado relativo à sua ansiedade:
Entre 20 e 31 : baixa
Entre 32 e 43 : média baixa
Entre 44 e 55 : média
Entre 56 e 67 : média alta
Entre 68 e 80 : alta


Atenção: este teste, quando utilizado isoladamente, não tem valor diagnóstico. Procure um psicólogo 
ou psiquiatra.